- A Nasa anunciou que a pulverização catódica é a principal causa da perda de água em Marte.
- A descoberta foi feita após dez anos de estudos e observações diretas.
- Partículas elétricas do Sol impactaram a atmosfera do planeta, levando à desidratação.
- A pesquisa revelou que a pulverização catódica ocorre quatro vezes mais do que se pensava e se intensifica durante tempestades solares.
- Os dados foram publicados na revista Science Advances e contribuem para a compreensão da evolução climática de Marte.
A Nasa anunciou uma descoberta crucial sobre a perda de água em Marte, revelando que a pulverização catódica foi a principal responsável por esse fenômeno. Após uma década de estudos, a agência identificou que partículas elétricas do Sol impactaram diretamente a atmosfera do planeta vermelho, levando à sua desidratação.
Pesquisas anteriores já indicavam que Marte abrigou água e formas de vida simples, como micróbios, bilhões de anos atrás. Contudo, o motivo da perda de água permanecia um mistério. A nova análise mostra que, no início da história de Marte, sua atmosfera perdeu o campo magnético, ficando vulnerável ao vento solar. Com isso, a água líquida tornou-se instável na superfície e começou a escapar para o espaço.
Shannon Curry, pesquisador principal da missão Maven, explica que o processo é semelhante a um “salto de bola de canhão em uma piscina”, onde íons pesados colidem rapidamente com a atmosfera, dispersando átomos e moléculas. Essa descoberta é um marco, pois, embora já houvesse indícios da pulverização catódica, nunca havia sido observada diretamente.
Observações e Metodologia
A equipe da Nasa utilizou três instrumentos a bordo da sonda Maven para realizar medições simultâneas em locais e momentos específicos. Essas medições permitiram criar um novo tipo de mapa do argônio na atmosfera marciana, revelando que a pulverização catódica ocorre quatro vezes mais do que se pensava anteriormente e intensifica durante tempestades solares.
Os dados obtidos indicam que a atmosfera de Marte está sendo continuamente afetada por esse fenômeno, o que contribui para a compreensão da evolução climática do planeta. A pesquisa foi publicada na revista Science Advances, destacando a importância da missão Maven na exploração de Marte e suas implicações para a astrobiologia.
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