- Uma pesquisa da Universidade College London, publicada em 8 de outubro no periódico Frontiers in Psychology, mostra que traços de personalidade afetam a escolha de exercícios e a redução do estresse.
- O estudo analisou cinco traços da personalidade: extroversão, conscienciosidade, amabilidade, neuroticismo e abertura a novas experiências.
- Participaram da pesquisa cerca de 130 indivíduos que realizaram treinos variados por oito semanas, alternando entre exercícios aeróbicos e de força.
- Indivíduos com alta conscienciosidade se dedicam mais aos treinos, enquanto os com neuroticismo têm menor motivação, mas se beneficiam mais dos efeitos positivos na saúde mental.
- A Organização Mundial da Saúde recomenda 150 minutos de atividade física semanal, mas apenas 22% dos adultos e 19% dos adolescentes seguem essa orientação.
Uma pesquisa da Universidade College London, publicada em 8 de outubro no periódico *Frontiers in Psychology*, revela que traços de personalidade influenciam a preferência por tipos de exercícios e a eficácia na redução do estresse. O estudo sugere a criação de programas de treino personalizados, levando em conta o perfil psicológico dos indivíduos.
A pesquisa analisou cinco traços da personalidade, conhecidos como *The Big Five*: extroversão, conscienciosidade, amabilidade, neuroticismo e abertura a novas experiências. Os participantes, cerca de 130, passaram por oito semanas de treinos variados, alternando entre exercícios aeróbicos e de força. Os resultados mostraram que indivíduos com alta conscienciosidade tendem a se dedicar mais aos treinos, enquanto aqueles com traços de neuroticismo apresentam menor motivação para se exercitar.
Os extrovertidos preferem atividades em grupo, enquanto os neuroticos optam por exercícios individuais que permitem pausas. Apesar de sua resistência à prática, este último grupo se beneficia mais dos efeitos positivos na saúde mental, como o controle do estresse. A Organização Mundial da Saúde recomenda 150 minutos de atividade física semanal, mas apenas 22% dos adultos e 19% dos adolescentes globalmente seguem essa orientação.
Contexto e Implicações
Os pesquisadores acreditam que a combinação de treinos com a personalidade pode aumentar a adesão às atividades físicas. Paul Burgess, neurocientista e coautor do estudo, enfatiza a importância de entender os fatores de personalidade para desenhar programas de exercícios eficazes.
Além disso, um estudo de universidades americanas complementa as descobertas britânicas, destacando que o ambiente e a companhia durante os exercícios também impactam a saúde mental. O psicólogo Patrick O’Connor, um dos autores da pesquisa, afirma que correr em ambientes agradáveis ou com amigos pode intensificar os benefícios emocionais da atividade física.
Essas descobertas reforçam a ideia de que personalizar a experiência de treino de acordo com a personalidade e o contexto pode ser crucial para promover um estilo de vida mais ativo e saudável.
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