- A obsessão por um sono perfeito, chamada ortosomnia, afeta cada vez mais adultos.
- Um estudo indica que 14% da população espanhola sofre de insônia crônica, um aumento em relação a 6,4% em 1999.
- Especialistas alertam que a busca excessiva por um sono ideal pode gerar ansiedade e insônia.
- A automedicação e o uso de benzodiazepinas, como lorazepam e diazepam, são desaconselhados.
- A terapia cognitivo-comportamental é recomendada como tratamento eficaz para insônia crônica, com melhorias em 50% dos casos.
A obsessão por um sono perfeito, conhecida como ortosomnia, tem se tornado uma preocupação crescente entre os adultos. Um estudo recente revela que 14% da população espanhola sofre de insônia crônica, um aumento significativo em relação a 1999, quando a taxa era de apenas 6,4%. Essa condição é caracterizada por dificuldades em adormecer ou manter o sono, afetando a qualidade de vida.
Os especialistas alertam que a busca incessante por um sono ideal pode levar a um ciclo de ansiedade e insônia. O neurofisiólogo clínico Javier Puertas destaca que “o sono chega quando nos esquecemos dele”, enfatizando que forçar o descanso é contraproducente. Para melhorar a qualidade do sono, é fundamental adotar práticas de higiene do sono, como evitar o uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir e não olhar para o relógio durante a insônia.
Tratamentos Eficazes
A automedicação e o uso de benzodiazepinas, como lorazepam e diazepam, são desaconselhados. Em vez disso, a terapia cognitivo-comportamental é recomendada como tratamento de primeira linha para insônia crônica. Estudos mostram que essa abordagem pode melhorar significativamente o sono em 50% dos casos, com benefícios duradouros.
A terapia envolve a correção de crenças errôneas sobre o sono e a adoção de um estilo de vida que favoreça o descanso. Apesar de sua eficácia, a disponibilidade desse tratamento ainda é limitada em muitas regiões, o que leva muitos pacientes a receberem apenas prescrições de medicamentos.
Conclusão
A insônia crônica é um problema crescente que afeta milhões de pessoas. Para aqueles que enfrentam dificuldades para dormir, é essencial buscar orientação médica e considerar opções de tratamento que não envolvam automedicação. A conscientização sobre a importância do sono como um pilar da saúde é crucial para combater essa epidemia silenciosa.
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