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Nova variante de Covid-19 é identificada em São Paulo e Ceará

Brasil registra os primeiros casos da variante XFG, que pode impactar a resposta imunológica, mas risco global permanece baixo.

A XFG faz parte da família Ômicron e é uma combinação de duas outras variantes (Foto: Production Perig/Adobe Stock)
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  • O Brasil confirmou os primeiros casos da variante XFG, também chamada de “Stratus”, com oito pacientes identificados entre maio e junho.
  • As ocorrências foram registradas em São Paulo e Ceará.
  • A variante está sob monitoramento pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e apresenta mutações que podem afetar a resposta imunológica, mas o risco global é considerado baixo.
  • A XFG já circula em trinta e oito países e teve um aumento significativo de casos globalmente, passando de 7,4% para 22,7% das amostras analisadas em quatro semanas.
  • O Ministério da Saúde destaca que a vacinação continua sendo a principal forma de proteção, com mais de quatorze milhões de doses distribuídas no Brasil.

O Brasil confirmou os primeiros casos da variante XFG, também conhecida como “Stratus”, com oito pacientes identificados entre maio e junho. As ocorrências foram registradas em São Paulo e Ceará. A variante, classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “sob monitoramento”, apresenta mutações que podem impactar a resposta imunológica, mas o risco global é considerado baixo.

A XFG, que já circula em 38 países, teve um aumento significativo de casos, passando de 7,4% para 22,7% das amostras analisadas globalmente em apenas quatro semanas. No Sudeste Asiático, a variante subiu de 17,3% para 68,7% no mesmo período, tornando-se dominante na Índia. Essa variante é uma recombinação das linhagens LF.7 e LP.8.1.2, com a amostra mais antiga coletada em 27 de janeiro de 2025.

Características da Variante

As mutações da XFG tornam-na mais capaz de escapar da resposta imunológica em comparação com outras variantes, como a LP.8.1. O infectologista Renato Grinbaum, da Sociedade Brasileira de Infectologia, alerta que, embora a variante tenha mais mutações, não há evidências de que cause quadros mais graves do que outras variantes em circulação. Os sintomas associados são semelhantes aos das demais linhagens do SARS-CoV-2, com um aumento na frequência de sinais gastrointestinais, como dor abdominal e diarreia.

Medidas de Prevenção

A OMS acredita que as vacinas atualmente aprovadas continuarão eficazes contra a XFG, evitando o agravamento da doença. O Ministério da Saúde destaca que a vacinação é a principal forma de proteção. Desde 2024, a vacina contra a COVID-19 faz parte do calendário nacional para gestantes, idosos e crianças, com mais de 14,2 milhões de doses distribuídas em todo o país.

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