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Walter Benjamin se destaca como locutor de rádio em sua trajetória artística

Compilação de guiones radiofônicos de Walter Benjamin revela sua crítica ao fascismo e relevância histórica, ressoando com desafios atuais.

Walter Benjamin, o pensador alemão, na Biblioteca Nacional da França, em Paris. (Foto: Alamy Stock Photo)
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  • Walter Benjamin, pensador do século XX, teve sua obra radiofônica compilada recentemente.
  • A publicação, intitulada *Radio Benjamin*, reúne treze guiones, muitos do programa *Hora de la juventud*, com ilustrações de Judy Kaufmann.
  • Os guiones foram quase destruídos pela Gestapo, mas foram salvos por um erro de envio e preservados em arquivos na Alemanha Oriental.
  • Benjamin usou a rádio para promover a consciência crítica, abordando temas como a cultura popular e os perigos do fascismo.
  • Sua última transmissão ocorreu em 29 de janeiro de 1933, um dia antes da ascensão de Adolf Hitler ao poder, marcando o fim de sua voz na rádio.

Walter Benjamin, influente pensador do século XX, teve sua obra radiofônica recentemente compilada, revelando sua visão crítica e pedagógica sobre temas contemporâneos. Entre 1927 e 1933, ele participou de cerca de 80 programas em Radio Fráncfort e Radio Berlín, onde explorou a cultura popular e a realidade social da época.

A nova publicação, *Radio Benjamin*, traz uma seleção de 13 guiones, muitos deles do programa *Hora de la juventud*, com ilustrações de Judy Kaufmann. Esses guiones, que quase foram destruídos pela Gestapo, foram salvos em um erro de envio e, posteriormente, preservados em arquivos na Alemanha Oriental.

Benjamin utilizou a rádio como uma ferramenta para estimular a consciência crítica entre os ouvintes. Ele incentivava a observação e a reflexão sobre a realidade cotidiana, alertando sobre os perigos do ascenso do fascismo. Suas alocuções, descritas como uma pedagogia subversiva, abordavam temas como a bruxaria e a história do terremoto de Lisboa, conectando questões históricas a problemas atuais.

Em seus programas, Benjamin também discutiu a cultura berlinesa, enfatizando que ela não emergiu apenas de círculos acadêmicos, mas de espaços cotidianos como fábricas e mesas de jogo. Ele abordou a arquitetura dos edifícios-colmeia e a história da Bastilha, sempre com um olhar crítico sobre as implicações sociais e políticas.

A última transmissão de Benjamin ocorreu em 29 de janeiro de 1933, um dia antes da ascensão de Adolf Hitler ao poder. Esse momento marcou o fim de sua voz na rádio, simbolizando a transição de um espaço de diálogo para um ambiente de repressão. A obra de Benjamin, agora acessível a novas gerações, continua a ressoar com questões relevantes do presente, como os desafios do ultracapitalismo e a luta contra a extrema direita.

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