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Música gerada por inteligência artificial conquista a indústria musical e preocupa artistas

A banda The Velvet Sundown, criada por inteligência artificial, gera polêmica sobre direitos autorais e a essência da música na era digital.

A crescente prevalência da música gerada por IA causou agitação na indústria musical, de acordo com Keith Mullin, chefe de gestão e líder do curso de indústria musical no Liverpool Institute for Performing Arts. (Foto: Da-kuk | E+ | Getty Images)
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  • A banda The Velvet Sundown, criada por inteligência artificial, alcançou 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify.
  • O projeto é uma “provocação artística” que questiona a autoria e os direitos autorais na música.
  • A biografia da banda menciona que é um projeto sintético com direção criativa humana.
  • Profissionais da música criticam a produção, considerando-a “sem alma” e “assustadora”.
  • A plataforma Deezer revelou que 18% das novas faixas são totalmente geradas por inteligência artificial, aumentando a competição no mercado musical.

A banda The Velvet Sundown, criada por inteligência artificial, atingiu a marca de 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify, gerando discussões sobre autoria e direitos autorais na indústria musical. O projeto é descrito como uma “provocação artística” que desafia as fronteiras da identidade e da criação musical na era da AI.

A biografia da banda no Spotify esclarece que se trata de um projeto sintético, orientado por direção criativa humana e apoiado por tecnologia de inteligência artificial. Apesar do sucesso, profissionais da música têm expressado preocupações, descrevendo a produção como “sem alma” e “assustadora”. A crescente presença de artistas gerados por AI, como o músico de “dark country” Aventhis, que conta com 600 mil ouvintes mensais, levanta questões sobre a originalidade e a qualidade da música gerada por máquinas.

A plataforma de streaming Deezer revelou que 18% das novas faixas carregadas são totalmente geradas por AI. Especialistas afirmam que a evolução da tecnologia torna cada vez mais difícil distinguir entre músicas criadas por humanos e por máquinas. Jason Palamara, professor de tecnologia musical, destacou que a qualidade das composições de The Velvet Sundown é superior a muitas produções anteriores de AI.

Impactos na Indústria Musical

O sucesso financeiro da banda é notável, com estimativas de 34 mil dólares em receitas mensais. Essa realidade tem incentivado a criação em massa de músicas geradas por AI, levando a um aumento na competição no mercado musical. Keith Mullin, especialista em gestão musical, observa que a questão dos direitos autorais e a relação com plataformas digitais como o Spotify são temas quentes no setor.

Grandes gravadoras, como Sony Music e Universal Music Group, já processaram plataformas de AI, acusando-as de violação de direitos autorais. Além disso, muitos músicos pedem a proibição do uso de suas obras para treinar sistemas de inteligência artificial sem consentimento. Apesar das controvérsias, Mullin acredita que a AI na música é uma realidade que não pode ser revertida.

O Futuro da Música

Professores de música estão adaptando seus currículos para incluir o uso de AI, preparando os alunos para um ambiente musical em transformação. Recentemente, o produtor Timbaland lançou um empreendimento focado em entretenimento gerado por AI, prevendo uma mudança significativa nos modelos de negócios da música.

A proliferação de músicas geradas por AI também preocupa críticos, que alertam sobre o impacto na conexão entre fãs e artistas. Anthony Fantano, crítico musical, enfatiza que a música gerada por máquinas não pode substituir a criatividade humana e pede por melhores proteções de direitos autorais. O presidente da American Federation Of Musicians, Tino Gagliardi, reforça a necessidade de transparência e compensação justa para os criadores.

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