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Vacina contra covid da USP avança com resultados promissores em nova fase de testes

Vacina SpiN-Tec aguarda aprovação da Anvisa para fase 3 após mostrar eficácia contra variantes do SARS-CoV-2 em ensaios clínicos.

Pessoa de perfil, com touca e máscara cirúrgica, segura um frasco de conteúdo azul e insere uma seringa nele. (Foto: USP Imagens)
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  • Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro de Pesquisas em Biotecnologia CT-Vacinas desenvolveram a vacina SpiN-Tec.
  • A vacina mostrou eficácia contra variantes do SARS-CoV-2 em ensaios clínicos de fase 2, realizados com 319 voluntários ao longo de doze meses.
  • O imunizante aguarda aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para avançar à fase 3, que incluirá cerca de cinco mil participantes.
  • A SpiN-Tec utiliza uma proteína quimérica que combina sequências das proteínas nucleocapsídeo e Spike do vírus, visando uma resposta imune robusta.
  • A pesquisa foi reconhecida com o Prêmio Teses Destaque USP 2024 na categoria Inovação e representa um avanço significativo na luta contra a covid-19.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro de Pesquisas em Biotecnologia CT-Vacinas desenvolveram a vacina SpiN-Tec, que demonstrou eficácia contra variantes do SARS-CoV-2 em ensaios clínicos de fase 2. O imunizante, testado em 319 voluntários ao longo de 12 meses, aguarda aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para avançar à fase 3, que envolverá cerca de 5 mil participantes.

A vacina foi idealizada em 2020, quando a imunologista Julia Teixeira de Castro redirecionou seus esforços do desenvolvimento de uma vacina contra a doença de Chagas para a covid-19. Sob a orientação do professor Ricardo Gazzinelli, Julia criou um imunizante nacional que visa oferecer proteção mesmo com o surgimento de novas variantes. “Desenhamos uma vacina que induz majoritariamente uma imunidade celular”, explica Julia, destacando a importância da resposta mediada pelos linfócitos T.

Eficácia e Inovação

A SpiN-Tec utiliza uma proteína quimérica que combina sequências das proteínas nucleocapsídeo (N) e Spike (S) do vírus. Essa abordagem é inovadora, pois a maioria das vacinas disponíveis foca apenas na proteína Spike, que sofreu mutações ao longo da pandemia, reduzindo a eficácia das vacinas anteriores. “No início, as vacinas conferiam proteção de até 90%, mas essa taxa caiu para cerca de 40% com as variantes”, afirma Gazzinelli.

Os testes iniciais mostraram que a vacina induziu uma resposta imune robusta em modelos animais, com proteção observada em hamsters e camundongos. Os resultados indicaram que os animais imunizados mantiveram peso e apresentaram 100% de sobrevida após a infecção com variantes do vírus, além de uma significativa redução da carga viral.

Próximos Passos

Caso a Anvisa aprove a fase 3, Julia acompanhará os testes clínicos e poderá retomar seu projeto original. O trabalho da pesquisadora foi reconhecido com o Prêmio Teses Destaque USP 2024 na categoria Inovação. A pesquisa representa um avanço significativo na luta contra a covid-19, com potencial para oferecer uma solução eficaz e de baixo custo em um cenário de constantes mutações do vírus.

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