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Jogos de realidade virtual ajudam na reabilitação de idosos com problemas cognitivos

Maria Isabel, de 89 anos, utiliza realidade virtual na reabilitação e apresenta avanços significativos em equilíbrio e cognição.

Maria Isabel Planet Buarque, 89, é portadora de transtorno neurocognitivo menor, condição que pode comprometer a capacidade de realizar atividades do dia a dia (Foto: Rafaela Araújo/Folhapress)
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  • A realidade virtual está sendo utilizada na reabilitação de idosos, mostrando-se eficaz.
  • Maria Isabel, de 89 anos, integra jogos de videogame em sua rotina de reabilitação, melhorando seu equilíbrio e cognição.
  • A fisioterapeuta Jéssica Bacha realiza sessões semanais de uma hora, utilizando modalidades de realidade virtual: não imersiva, semi-imersiva, imersiva e aumentada.
  • Jogos como “Just Dance” e “Kinect Adventures” são usados para estimular a atividade física e mental, com boa aceitação entre os pacientes.
  • A prática regular de exercícios físicos é essencial para um envelhecimento saudável, podendo retardar doenças como Parkinson.

Realidade Virtual na Reabilitação de Idosos

A utilização de realidade virtual na reabilitação de idosos tem se mostrado uma abordagem inovadora e eficaz. Maria Isabel Planet Buarque, de 89 anos, é um exemplo dessa prática. Desde que começou a incorporar jogos de videogame em sua rotina de reabilitação, ela notou melhorias significativas em seu equilíbrio e cognição.

Maria Isabel recebe semanalmente a visita da fisioterapeuta Jéssica Bacha, especialista em gerontecnologia. As sessões, que duram cerca de uma hora, combinam atividades imersivas e não imersivas. Jéssica explica que a terapia utiliza quatro modalidades de realidade virtual: não imersiva, semi-imersiva, imersiva e aumentada. Para Maria Isabel, as atividades imersivas e semi-imersivas são fundamentais no tratamento de seu transtorno neurocognitivo leve.

Benefícios e Aceitação

Durante as sessões, jogos como “Just Dance” e “Kinect Adventures” são utilizados para estimular a atividade física e mental. Jéssica observa que, embora a aceitação inicial da tecnologia possa ser desafiadora para alguns idosos, muitos acabam se adaptando e até se divertindo. “Já vi pacientes dizendo que agora entendem por que seus netos jogam”, comenta a fisioterapeuta.

Os benefícios da realidade virtual incluem a melhora do equilíbrio postural e da mobilidade, além de impactos positivos na cognição. O médico geriatra Victor Dornelas ressalta que a prática regular de exercícios físicos é essencial para um envelhecimento saudável e pode retardar a progressão de doenças como Parkinson.

Perspectivas Futuras

A terapia com realidade virtual está se consolidando como uma ferramenta promissora na reabilitação de idosos. Jéssica Bacha destaca que, embora os resultados sejam encorajadores, a tecnologia não substitui tratamentos convencionais. A combinação de abordagens pode oferecer um suporte mais robusto para o bem-estar dos pacientes.

Com a crescente aceitação e a eficácia demonstrada, a realidade virtual promete transformar a forma como a reabilitação é realizada, promovendo não apenas a saúde física, mas também a interação entre gerações e a redução do preconceito em relação ao uso de tecnologia por idosos.

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