- Meghan O’Gieblyn lançou o livro *God, Human, Animal, Machine: Technology, Metaphor, and the Search for Meaning*, onde reflete sobre sua jornada de fé e desilusão.
- A autora critica a administração Trump, chamando sua relação com a tecnologia de “tecno-fascismo”.
- O’Gieblyn alerta sobre os riscos da inteligência artificial, afirmando que ela não possui sensibilidade para questões morais.
- Ela destaca que a tecnologia tem perpetuado injustiças, especialmente nos sistemas judicial e migratório.
- A autora defende a resistência a tecnologias prejudiciais como essencial para um futuro mais humano.
Meghan O’Gieblyn, autora e ex-evangélica, lançou seu novo livro *God, Human, Animal, Machine: Technology, Metaphor, and the Search for Meaning*, onde reflete sobre sua jornada de fé e desilusão. Em entrevista, O’Gieblyn critica a administração Trump por usar a tecnologia como uma ferramenta de opressão e alerta sobre os riscos da inteligência artificial.
Crescendo em uma família cristã, O’Gieblyn questionou suas crenças, especialmente a presença do mal em um mundo supostamente governado por um Deus benevolente. Essa crise de fé a levou a explorar o transhumanismo, acreditando que a tecnologia poderia oferecer respostas. No entanto, ela se tornou cética em relação a essa ideia, afirmando que a busca por transcendência não deve ser confundida com avanços tecnológicos.
A autora destaca que a tecnologia, em vez de resolver problemas humanos, criou novas questões. O’Gieblyn argumenta que a inteligência artificial não possui a sensibilidade necessária para lidar com questões morais, tornando-se uma ameaça à autonomia humana. Ela observa que estamos entregando nossa agência a sistemas que não têm consciência, o que representa um risco significativo.
Crítica ao Tecnofascismo
O’Gieblyn descreve a relação entre o governo Trump e a tecnologia como um movimento de “tecno-fascismo”. Para ela, a tecnologia tem sido utilizada para perpetuar injustiças sistêmicas, especialmente nos sistemas judicial e migratório. A administração Trump a utiliza como propaganda, contribuindo para um ambiente de opressão.
A autora também ressalta que, embora a resistência a essas tecnologias seja desafiadora, é essencial para moldar um futuro mais humano. O’Gieblyn acredita que, quanto mais pessoas se opuserem a tecnologias prejudiciais, melhor será para a sociedade. Ela conclui que a tecnologia não desaparecerá, mas ainda temos a capacidade de decidir como queremos viver.
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