- A Qualcomm expandiu seu programa “IA Qualcomm para Inovadores” para o Brasil e México.
- O objetivo é apoiar startups em estágios avançados no desenvolvimento de soluções de inteligência artificial.
- Desde 2019, o programa já incubou 318 startups e gerou 1.200 patentes.
- As startups selecionadas terão acesso a recursos técnicos, mentoria e bolsas de até US$ 5.000.
- O programa culminará em um Demo Day em 2026, com foco em inovação e impacto social.
A Qualcomm anunciou a expansão de seu programa “IA Qualcomm para Inovadores” para o Brasil e México, com o intuito de apoiar startups em estágios avançados no desenvolvimento de soluções de inteligência artificial (IA). A iniciativa, que já incubou 318 startups e gerou 1.200 patentes desde sua criação em 2019, culminará em um Demo Day em 2026.
O programa visa atender à crescente demanda por inovações em IA na América Latina, especialmente em aplicações de edge IA. Marco Soares, diretor de Engenharia da Qualcomm LatAm, destacou que a decisão de expandir para a região se deu pela necessidade de suporte a startups que já possuem tração no mercado, como aquelas que completaram as Séries A e B. “Nosso foco é em inovação, impacto social e uso da tecnologia de IA na borda,” afirmou Soares.
As startups selecionadas terão acesso a recursos técnicos, mentoria e kits de desenvolvimento, além de bolsas financeiras de até US$ 5.000. O programa será dividido em duas fases: a primeira focada na otimização de modelos de IA e a segunda em suporte intensivo para desenvolvimento de casos de uso reais. As empresas que avançarem para a segunda fase receberão seis meses de mentoria dedicada e incentivo para registro de patentes.
Além disso, a Qualcomm Ventures, braço de investimentos da empresa, poderá se interessar por startups que se destacarem no programa. A companhia já investiu em 12 startups no Brasil e está atenta a novas oportunidades. “Estamos aqui para atender a um salto na demanda por tecnologia de IA na borda,” concluiu Soares, refutando críticas sobre a defasagem da Qualcomm em relação a outras big techs que também estruturaram programas de aceleração.
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