- Cientistas da Vrije Universiteit Brussel (VUB) e da Université Libre de Bruxelles (ULB) perfuraram núcleos de gelo na Antártica em novembro.
- Foram coletados 15 núcleos de gelo com até 5 milhões de anos, importantes para o estudo das mudanças climáticas.
- As amostras, que somam cerca de 60 metros de comprimento, foram enviadas para análise em laboratórios na França e na China.
- As bolhas de ar nos núcleos podem fornecer dados sobre a atmosfera da Terra em períodos antigos, ajudando a calibrar modelos climáticos.
- A equipe planeja retornar em um ano e meio para novas perfurações, buscando gelo ainda mais antigo.
Cientistas da Vrije Universiteit Brussel (VUB) e da Université Libre de Bruxelles (ULB) realizaram uma expedição à Antártica, onde perfuraram núcleos de gelo com até 5 milhões de anos. A missão, que ocorreu em novembro, resultou na coleta de 15 núcleos, essenciais para entender as mudanças climáticas e o aquecimento global.
Os pesquisadores utilizaram dados de satélite para localizar áreas de gelo antigo, que são raras e difíceis de acessar. As amostras coletadas, que totalizam cerca de 60 metros de comprimento, foram enviadas para análise em laboratórios na França e na China. A equipe espera que algumas amostras tenham cerca de 100 mil anos, permitindo futuras perfurações em busca de gelo ainda mais antigo.
O glaciologista Harry Zekollari destacou a importância de estudar climas passados para prever cenários futuros. As bolhas de ar encontradas nos núcleos de gelo podem revelar informações sobre a atmosfera da Terra em períodos remotos, ajudando a calibrar modelos climáticos. O paleoclimatologista Etienne Legrain ressaltou que os dados sobre níveis de CO² de épocas anteriores são cruciais para entender o aquecimento atual.
A expedição, que buscou minimizar custos, é um passo significativo na busca por informações que podem preencher lacunas sobre as condições climáticas do passado. As áreas de gelo azul, onde foram coletadas as amostras, representam apenas 1% da Antártida, mas são fundamentais para a pesquisa climática. A equipe planeja retornar em um ano e meio para novas perfurações, na esperança de descobrir gelo ainda mais antigo.
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