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Cientistas transportam gelo de 1,2 milhão de anos da Antártica para estudar clima

Cientistas coletam núcleos de gelo de até 5 milhões de anos na Antártica, revelando dados cruciais sobre o clima passado e aquecimento global.

Cientistas levam gelo da Antártica para laboratório belga em busca de pistas sobre mudanças climáticas (Foto: Nicolas Tucat/AFP)
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  • Cientistas da Vrije Universiteit Brussel (VUB) e da Université Libre de Bruxelles (ULB) perfuraram núcleos de gelo na Antártica em novembro.
  • Foram coletados 15 núcleos de gelo com até 5 milhões de anos, importantes para o estudo das mudanças climáticas.
  • As amostras, que somam cerca de 60 metros de comprimento, foram enviadas para análise em laboratórios na França e na China.
  • As bolhas de ar nos núcleos podem fornecer dados sobre a atmosfera da Terra em períodos antigos, ajudando a calibrar modelos climáticos.
  • A equipe planeja retornar em um ano e meio para novas perfurações, buscando gelo ainda mais antigo.

Cientistas da Vrije Universiteit Brussel (VUB) e da Université Libre de Bruxelles (ULB) realizaram uma expedição à Antártica, onde perfuraram núcleos de gelo com até 5 milhões de anos. A missão, que ocorreu em novembro, resultou na coleta de 15 núcleos, essenciais para entender as mudanças climáticas e o aquecimento global.

Os pesquisadores utilizaram dados de satélite para localizar áreas de gelo antigo, que são raras e difíceis de acessar. As amostras coletadas, que totalizam cerca de 60 metros de comprimento, foram enviadas para análise em laboratórios na França e na China. A equipe espera que algumas amostras tenham cerca de 100 mil anos, permitindo futuras perfurações em busca de gelo ainda mais antigo.

O glaciologista Harry Zekollari destacou a importância de estudar climas passados para prever cenários futuros. As bolhas de ar encontradas nos núcleos de gelo podem revelar informações sobre a atmosfera da Terra em períodos remotos, ajudando a calibrar modelos climáticos. O paleoclimatologista Etienne Legrain ressaltou que os dados sobre níveis de CO² de épocas anteriores são cruciais para entender o aquecimento atual.

A expedição, que buscou minimizar custos, é um passo significativo na busca por informações que podem preencher lacunas sobre as condições climáticas do passado. As áreas de gelo azul, onde foram coletadas as amostras, representam apenas 1% da Antártida, mas são fundamentais para a pesquisa climática. A equipe planeja retornar em um ano e meio para novas perfurações, na esperança de descobrir gelo ainda mais antigo.

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