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Vermute se destaca como ingrediente essencial na coquetelaria moderna

Vermutes contemporâneos da América Latina inovam com vinhos locais e ingredientes brasileiros, conquistando novos paladares nos bares.

PURO - Com gelo, laranja, azeitonas e um pouco de água com gás: consumo além dos drinques (Foto: Cris Cantón/moment/Getty Images)
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  • O vermute, ingrediente importante em coquetéis como martíni e negroni, está se destacando na América Latina, especialmente na Argentina e no Uruguai.
  • Esses países estão criando vermutes contemporâneos com vinhos locais e ingredientes brasileiros, resultando em novas receitas.
  • O vermute tradicional é feito com vinho e ervas, com regulamentações na União Europeia que exigem pelo menos 75% de vinho e teor alcoólico entre 15% e 22%.
  • No Uruguai, o vermute Flores é um exemplo de sucesso, enquanto na Argentina, o vermute La Fuerza tem atraído atenção, mesmo sem exportação para o Brasil.
  • O Brasil também está produzindo vermutes, com a destilaria San Basile em São Paulo e outras empresas explorando ingredientes nacionais.

O vermute, ingrediente essencial em coquetéis clássicos como martíni e negroni, está ganhando nova vida na América Latina, especialmente na Argentina e no Uruguai. Esses países estão se destacando na produção de vermutes contemporâneos, utilizando vinhos locais e ingredientes brasileiros, o que resulta em receitas inovadoras e novas ocasiões de consumo.

Tradicionalmente, o vermute é feito com vinho, ervas aromáticas e outros ingredientes, como anis-estrelado e canela. Na União Europeia, há regulamentações rigorosas que exigem que o vermute contenha pelo menos 75% de vinho e entre 15% e 22% de teor alcoólico. No entanto, a criatividade dos produtores latino-americanos está rompendo com essas normas, criando rótulos únicos que refletem o terroir da região.

Um exemplo é o vermute Flores, do Uruguai, que já está disponível em casas de importados e em cartas de bares especializados. Na Argentina, o vermute La Fuerza tem atraído a atenção, mesmo sem exportação oficial para o Brasil. Seba Despis, um argentino radicado no Brasil, destaca que essa nova escola do sul está colocando vinhos de terroir no centro de suas receitas.

Produção Local

O Brasil também está se aventurando na produção de vermutes. A destilaria San Basile, em São Paulo, oferece quatro rótulos diferentes. O bartender premiado Alê D’Agostino lançou o Circollo Rosso, ideal para coquetelaria ou consumo puro. A Enraízes e a Companhia dos Fermentados também estão explorando ingredientes nacionais, como jabuticaba e caju, em suas receitas.

Essas inovações estão revitalizando o interesse pelo vermute, que, embora tradicionalmente consumido em coquetéis, está sendo redescoberto como uma bebida versátil. Com a crescente popularidade, o vermute está se tornando uma escolha cada vez mais comum nos bares, refletindo a diversidade e a riqueza dos ingredientes locais.

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