- Astrônomos do Telescópio Espacial James Webb descobriram a “Galáxia do Infinito”, que contém um buraco negro supermassivo em formação.
- A galáxia é resultado da colisão entre duas outras e possui três buracos negros ativos.
- O buraco negro central tem uma massa estimada em um milhão de vezes a do Sol e está em crescimento.
- A formação do buraco negro pode ter ocorrido por colapso direto de uma nuvem de gás, desafiando a teoria tradicional de formação por colapso de estrelas massivas.
- A pesquisa foi publicada no *Astrophysical Journal Letters* e faz parte do estudo COSMOS-Web, que analisa a evolução de galáxias em diversas regiões do espaço.
Astrônomos do Telescópio Espacial James Webb descobriram um objeto cósmico denominado “Galáxia do Infinito”, que abriga um buraco negro supermassivo em formação. Essa galáxia, resultante da colisão entre duas outras, pode oferecer novas perspectivas sobre a origem dos buracos negros supermassivos, que dominam os centros das galáxias.
A pesquisa, publicada no *Astrophysical Journal Letters*, revela que a galáxia possui três buracos negros ativos: dois nos núcleos das galáxias colididas e um no centro, que pode ter se formado a partir do colapso de uma nuvem de gás. Pieter van Dokkum, principal autor do estudo, destacou que a galáxia tem características únicas, incluindo um buraco negro que atrai uma quantidade significativa de material.
Formação do Buraco Negro
O buraco negro central, com uma massa estimada em um milhão de vezes a do Sol, ainda está em crescimento. Van Dokkum sugere que este pode ser um exemplo raro do nascimento de um buraco negro supermassivo, possivelmente formado por um processo conhecido como colapso direto de uma nuvem de gás. Essa teoria é intrigante, pois poderia explicar a rápida formação de buracos negros massivos observados em épocas muito iniciais do universo.
Os dados foram coletados na pesquisa COSMOS-Web, que analisa a evolução de galáxias em 800.000 regiões do espaço. A imagem do telescópio mostra dois pontos brilhantes representando os núcleos galácticos, cercados por anéis estelares, formando uma configuração que lembra o símbolo do infinito.
Implicações para a Cosmologia
A descoberta levanta questões sobre como buracos negros supermassivos se formam. Embora a teoria mais aceita seja que eles surgem do colapso de estrelas massivas, a presença de buracos negros com massas enormes apenas 400 milhões de anos após o Big Bang sugere que outros mecanismos, como o colapso direto, podem estar em jogo.
Os astrônomos acreditam que o gás comprimido durante a colisão das galáxias se transformou em um “nó denso”, que eventualmente colapsou em um buraco negro. Van Dokkum conclui que, embora não se possa afirmar com certeza, os dados atuais reforçam a hipótese de que estamos testemunhando um evento significativo na formação de buracos negros supermassivos.
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