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Estudo revela a quantidade de energia necessária para o funcionamento do cérebro

Estudo revela que o cérebro consome quase a mesma energia em repouso e durante tarefas cognitivas, destacando sua função de manutenção.

O cérebro humano consome 20% dos recursos energéticos do nosso corpo. (Foto: Myrian Wares para a Quanta Magazine)
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  • Pesquisas recentes mostram que o cérebro humano consome quase a mesma quantidade de energia em repouso quanto durante atividades cognitivas, com uma diferença de apenas 5%.
  • O estudo, liderado pela neurocientista Sharna Jamadar, revisou dados de vários laboratórios para estimar o custo energético da cognição.
  • Historicamente, a pesquisa cerebral focou em atividades cognitivas ativas, sem considerar o custo energético dessas funções.
  • A maior parte da atividade cerebral é dedicada à manutenção e regulação dos sistemas fisiológicos do corpo, conforme destaca o neurocientista Jordan Theriault.
  • O cérebro consome 20% dos recursos energéticos do corpo, sendo essa demanda ainda maior em bebês, que chega a 50%.

Pesquisas recentes revelam que o cérebro humano consome quase a mesma quantidade de energia em repouso quanto durante atividades cognitivas, com uma diferença de apenas 5%. O estudo, liderado pela neurocientista Sharna Jamadar, da Universidade Monash, na Austrália, revisou dados de diversos laboratórios para estimar o custo energético da cognição.

Historicamente, a pesquisa cerebral focou em atividades cognitivas ativas, como atenção e resolução de problemas, sem considerar o custo energético dessas funções. Agora, os cientistas destacam que a maior parte da atividade cerebral é dedicada à manutenção e regulação dos sistemas fisiológicos do corpo. Jordan Theriault, neurocientista da Northeastern University, enfatiza que o cérebro não é apenas uma máquina de pensar, mas um órgão que gerencia o corpo e responde a um ambiente complexo.

O cérebro, que representa cerca de 2% do peso corporal, consome 20% dos recursos energéticos do corpo. Essa demanda é ainda maior em bebês, chegando a 50%. A energia é fornecida na forma de trifosfato de adenosina (ATP), produzido a partir de glicose e oxigênio. A análise de Jamadar mostra que, durante tarefas cognitivas, o aumento no consumo energético é mínimo, com 95% da energia utilizada voltada para funções básicas.

Funções em Segundo Plano

Enquanto estamos em repouso, o cérebro continua ativo, monitorando variáveis físicas essenciais para a homeostase, como temperatura e níveis de glicose. Essa atividade em segundo plano é crucial para a sobrevivência, permitindo que o cérebro preveja e reaja a mudanças no ambiente. Theriault sugere que essa carga metabólica é em grande parte dedicada à previsão, permitindo uma distribuição eficiente de recursos.

O aumento de 5% na demanda energética durante a cognição pode parecer pequeno, mas, ao longo do tempo, pode resultar em um consumo significativo de energia. Em um contexto evolutivo, essa eficiência energética é vital, pois nossos ancestrais enfrentavam escassez de recursos. Zahid Padamsey, neurocientista da Weill Cornell Medicine-Qatar, ressalta que a fadiga mental não é apenas uma questão de falta de calorias, mas uma adaptação evolutiva para preservar energia.

Implicações da Pesquisa

O estudo de Jamadar, ao vincular o metabolismo neural à dinâmica elétrica do cérebro, revela as limitações e a eficiência das capacidades cognitivas humanas. A pesquisa sugere que, embora o cérebro humano seja sofisticado, ele opera dentro de restrições energéticas rigorosas. O entendimento dessas dinâmicas pode ajudar a explicar a fadiga mental e a complexidade do funcionamento cerebral em um mundo moderno onde as calorias são mais abundantes do que no passado.

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