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Cérebro pode envelhecer mais rápido que o corpo e revela idade biológica do órgão

Estudos de Stanford e Duke revelam novas tecnologias para prever envelhecimento cerebral e riscos de doenças, oferecendo esperança para intervenções precoces.

Idade biológica do cérebro: estudos mostram que envelhecimento acelerado do órgão pode antecipar riscos de demência e morte (Foto: Getty Images/Getty Images)
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  • O Dia Mundial do Cérebro é celebrado em 22 de julho e visa aumentar a conscientização sobre a saúde cerebral.
  • Estudos da Universidade de Stanford e da Duke University revelaram métodos para medir o envelhecimento biológico do cérebro.
  • O algoritmo da Universidade de Stanford analisa mais de 3.000 proteínas em amostras de sangue e pode prever riscos de Alzheimer e morte precoce.
  • O algoritmo DunedinPACNI da Duke University utiliza ressonância magnética para estimar o envelhecimento cerebral, isolando fatores externos.
  • Essas inovações podem permitir intervenções precoces e personalizadas para melhorar a saúde cerebral.

O Dia Mundial do Cérebro, celebrado em 22 de julho, destaca a importância da saúde cerebral e os riscos associados a doenças como demência e Alzheimer. Estudos recentes de instituições renomadas, como a Universidade de Stanford e a Duke University, revelaram novas formas de medir o envelhecimento biológico do cérebro, oferecendo esperança para intervenções preventivas.

Pesquisadores da Universidade de Stanford desenvolveram um algoritmo que analisa mais de 3.000 proteínas em amostras de sangue de aproximadamente 45 mil pessoas. O estudo, publicado na revista Nature Medicine, indica que cérebros com envelhecimento biológico acelerado têm até 12 vezes mais risco de desenvolver Alzheimer na década seguinte. Além disso, indivíduos com cérebro envelhecido apresentam 182% mais risco de morte em um período de 15 anos em comparação àqueles com envelhecimento cerebral normal.

Novas Tecnologias em Análise Cerebral

A ferramenta de Stanford, que utiliza biomarcadores proteicos para determinar a idade biológica dos órgãos, ainda não está amplamente disponível. Em contrapartida, o algoritmo DunedinPACNI, desenvolvido pela Duke University em colaboração com a University of Otago, pode ser implementado rapidamente. Este algoritmo estima o envelhecimento cerebral por meio de exames de ressonância magnética, analisando dados de 50 mil exames e informações de um estudo longitudinal que acompanha indivíduos desde 1972.

Os pesquisadores da Duke buscam isolar o envelhecimento biológico de fatores externos, como poluição e tabagismo. O algoritmo avalia sinais como afinamento cortical e encolhimento do hipocampo, que estão associados ao declínio cognitivo. A precisão dessa tecnologia pode acelerar diagnósticos e permitir intervenções antes que os sintomas se manifestem.

Perspectivas Futuras

Essas inovações oferecem novas perspectivas para a saúde cerebral, permitindo que especialistas orientem mudanças de estilo de vida e tratamentos personalizados. A pesquisadora Terrie Moffitt, da Duke University, enfatiza a importância de intervir precocemente para prevenir doenças relacionadas à idade. Com essas ferramentas, a ciência avança em direção a um futuro onde a saúde cerebral pode ser monitorada e gerida de forma mais eficaz.

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