- O câncer colorretal é o terceiro mais comum no Brasil, com mais de 45 mil diagnósticos anuais.
- A recomendação para a realização de colonoscopia foi alterada, passando de 50 para 45 anos, devido ao aumento de casos em jovens.
- O exame permite a visualização do cólon e do reto, além da remoção de pólipos que podem evoluir para câncer.
- A detecção precoce é essencial, pois pólipos de baixo risco podem levar de cinco a dez anos para se tornarem câncer.
- A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica recomenda que todos a partir dos 45 anos realizem o exame, com intervalos de até 10 anos para pessoas sem fatores de risco.
O câncer colorretal, que afeta o intestino grosso, é o terceiro tipo de câncer mais comum no Brasil, com mais de 45 mil diagnósticos anuais. A detecção precoce é vital, pois a doença é frequentemente silenciosa, com sintomas que podem demorar a aparecer. Exames periódicos, como a colonoscopia, são fundamentais para a prevenção.
Recentemente, a recomendação para a realização da colonoscopia foi alterada, passando de 50 para 45 anos. Essa mudança se deve ao aumento significativo de casos entre jovens. O exame permite a visualização do cólon e do reto, e a remoção de pólipos, que podem se transformar em câncer, é uma das suas principais vantagens.
A colonoscopia é realizada com um colonoscópio, um aparelho flexível com câmera, que examina o interior do intestino. Para garantir uma boa visualização, o paciente deve seguir uma dieta leve e tomar laxantes antes do exame. A sedação leve é administrada para conforto durante o procedimento, que dura cerca de 30 a 90 minutos, dependendo da necessidade de remoção de pólipos.
Importância da Detecção Precoce
A detecção de pólipos é crucial, pois estima-se que leve de cinco a dez anos para um pólipo de baixo risco evoluir para câncer. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) recomenda que todos a partir dos 45 anos realizem o exame, enquanto aqueles com histórico familiar ou condições específicas devem iniciar o rastreamento mais cedo.
A incidência de câncer colorretal em jovens aumentou cerca de 45% nas últimas três décadas. Sinais de alerta incluem sangramentos intestinais e anemia ferropriva sem explicação. O intervalo recomendado entre os exames é de até 10 anos para pessoas sem fatores de risco, mas pode ser ajustado conforme a necessidade.
Embora existam outros testes, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes, a colonoscopia é considerada o padrão-ouro na detecção precoce. O tratamento do câncer colorretal varia conforme a extensão da doença, com a cirurgia sendo a principal opção em casos localizados. A quimioterapia pode ser indicada em situações mais avançadas.
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