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Flórida utiliza robôs-coelhos para controlar cobras gigantes invasoras

Pesquisadores testam coelhos de pelúcia robotizados na Flórida para atrair pítons-birmanesas e controlar sua população invasora.

Robôs que imitam movimentos dos coelhos e emitem calor serão usados como iscas para atrair pítons na Flórida (EUA). (Foto: Robert McCleery/University of Florida)
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  • Pesquisadores na Flórida estão testando coelhos de pelúcia robotizados que emitem calor como iscas para atrair pítons-birmanesas.
  • A espécie invasora causa sérios problemas ambientais e não possui predadores naturais na região.
  • Os robôs imitam movimentos de coelhos e são equipados com câmeras e sensores de movimento para alertar sobre a presença das serpentes.
  • Caso a primeira fase do experimento não funcione, os cientistas planejam adicionar aromas realistas de coelho.
  • A pesquisa visa mitigar o impacto ambiental das pítons-birmanesas, que se proliferaram desde os anos 1990 devido ao tráfico animal e escapadas de cativeiro.

Coelhos de pelúcia robotizados que emitem calor estão sendo testados na Flórida como iscas para atrair pítons-birmanesas, uma espécie invasora que causa sérios problemas ambientais no estado. A iniciativa visa facilitar o controle populacional dessas serpentes, que não possuem predadores naturais na região.

Desde os anos 1990, as pítons-birmanesas se proliferaram na Flórida devido ao tráfico animal e escapadas de cativeiro. Para combater essa situação, pesquisadores do South Florida Water Management District estão utilizando robôs que imitam os movimentos dos coelhos e emitem calor, atraindo as serpentes para armadilhas. Essa abordagem inovadora se soma a recompensas e incentivos já implementados para reduzir a população das cobras.

Os robôs ficam “presos” em pequenas jaulas e, ao emitir calor, podem enganar os sentidos das pítons, que rastreiam suas presas principalmente pela temperatura. Equipados com câmeras e sensores de movimento, esses dispositivos alertam as equipes sobre a presença das serpentes. Caso a primeira fase do experimento não seja bem-sucedida, os cientistas planejam adicionar aromas realistas de coelho aos robôs.

Embora especialistas reconheçam que a erradicação total das pítons-birmanesas seja improvável, a pesquisa busca maneiras de mitigar o impacto ambiental da espécie. Conservacionistas e biólogos estão empenhados em encontrar soluções eficazes para controlar a população dessas serpentes na Flórida.

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