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Satélite europeu registra impressionante ‘língua de gelo’ de 90 km na Antártida

Formação de gelo da língua de gelo Drygalski é monitorada em meio a níveis críticos de gelo marinho na Antártida, destacando a urgência do acompanhamento.

Imagem de satélite mostra o glaciar David alimentando a língua de gelo Drygalski, na Antártida Oriental, em março de 2025. (Foto: União Europeia/Copernicus Sentinel-2 imagery)
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  • O satélite Copernicus Sentinel-2 registrou a língua de gelo Drygalski na Antártida, com uma extensão de aproximadamente 90 quilômetros.
  • A imagem foi divulgada em 22 de agosto e mostra o glaciar David avançando sobre o oceano.
  • A língua de gelo é monitorada devido a mudanças frequentes causadas por ondas, tempestades e desprendimentos de gelo.
  • Dados recentes indicam que o gelo marinho da Antártida está em níveis criticamente baixos, com uma extensão de 12,6 milhões de quilômetros quadrados em julho de 2025.
  • O monitoramento contínuo é essencial para entender como a perda de gelo contribui para a elevação do nível do mar global.

Uma das maiores formações flutuantes de gelo da Antártida, a língua de gelo Drygalski, foi recentemente registrada pelo satélite europeu Copernicus Sentinel-2. A imagem, divulgada em 22 de agosto, mostra o glaciar David avançando sobre o oceano e alimentando essa estrutura de aproximadamente 90 km de comprimento, que se projeta sobre o Mar de Ross, uma das regiões mais preservadas do continente.

A língua de gelo Drygalski, nomeada em homenagem ao geofísico Erich von Drygalski, é monitorada devido às suas mudanças frequentes, influenciadas por ondas, tempestades e desprendimentos de grandes blocos de gelo. A nova imagem, captada em 17 de março, destaca as linhas paralelas da formação, moldadas pelo deslocamento contínuo do glaciar. O programa Copernicus enfatiza a importância do monitoramento via satélite para entender a dinâmica dessas áreas remotas.

Dados recentes indicam que o gelo marinho da Antártida está em níveis criticamente baixos. Em julho de 2025, a extensão total da cobertura flutuante foi de 12,6 milhões de km², a terceira menor marca já registrada para essa época do ano, representando uma queda de 9% em relação à média histórica entre 1991 e 2020. A situação é alarmante, especialmente no Mar de Bellingshausen, onde ventos quentes têm acelerado o derretimento.

Além disso, os primeiros meses de 2025 já apresentaram recordes negativos, com a extensão mínima do gelo marinho em fevereiro chegando a apenas 1,87 milhão de km², um dos menores valores desde o início dos registros por satélite. O monitoramento contínuo dessas áreas é crucial para avaliar como a perda de gelo na Antártida contribui para a elevação do nível do mar em escala global.

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