- O satélite Copernicus Sentinel-2 registrou a língua de gelo Drygalski na Antártida, com uma extensão de aproximadamente 90 quilômetros.
- A imagem foi divulgada em 22 de agosto e mostra o glaciar David avançando sobre o oceano.
- A língua de gelo é monitorada devido a mudanças frequentes causadas por ondas, tempestades e desprendimentos de gelo.
- Dados recentes indicam que o gelo marinho da Antártida está em níveis criticamente baixos, com uma extensão de 12,6 milhões de quilômetros quadrados em julho de 2025.
- O monitoramento contínuo é essencial para entender como a perda de gelo contribui para a elevação do nível do mar global.
Uma das maiores formações flutuantes de gelo da Antártida, a língua de gelo Drygalski, foi recentemente registrada pelo satélite europeu Copernicus Sentinel-2. A imagem, divulgada em 22 de agosto, mostra o glaciar David avançando sobre o oceano e alimentando essa estrutura de aproximadamente 90 km de comprimento, que se projeta sobre o Mar de Ross, uma das regiões mais preservadas do continente.
A língua de gelo Drygalski, nomeada em homenagem ao geofísico Erich von Drygalski, é monitorada devido às suas mudanças frequentes, influenciadas por ondas, tempestades e desprendimentos de grandes blocos de gelo. A nova imagem, captada em 17 de março, destaca as linhas paralelas da formação, moldadas pelo deslocamento contínuo do glaciar. O programa Copernicus enfatiza a importância do monitoramento via satélite para entender a dinâmica dessas áreas remotas.
Dados recentes indicam que o gelo marinho da Antártida está em níveis criticamente baixos. Em julho de 2025, a extensão total da cobertura flutuante foi de 12,6 milhões de km², a terceira menor marca já registrada para essa época do ano, representando uma queda de 9% em relação à média histórica entre 1991 e 2020. A situação é alarmante, especialmente no Mar de Bellingshausen, onde ventos quentes têm acelerado o derretimento.
Além disso, os primeiros meses de 2025 já apresentaram recordes negativos, com a extensão mínima do gelo marinho em fevereiro chegando a apenas 1,87 milhão de km², um dos menores valores desde o início dos registros por satélite. O monitoramento contínuo dessas áreas é crucial para avaliar como a perda de gelo na Antártida contribui para a elevação do nível do mar em escala global.
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