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Fios de energia colocam em risco a sobrevivência das araras azuis na Bahia

Ministério Público da Bahia negocia medidas com a Neoenergia/Coelba para proteger araras e outros animais em risco de eletrocussão.

Foto: Reprodução
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  • A morte de araras-azuis-de-lear e outros animais arborícolas na Bahia é um problema persistente, com 162 mortes registradas nos últimos seis anos.
  • Em 2023, após mudanças na rede elétrica, o número de mortes caiu para 28, mas ainda há áreas sem proteção adequada.
  • O projeto Jardins da Arara de Lear monitora as mortes e propõe soluções, como isolar transformadores e aumentar a distância entre cabos.
  • O Ministério Público da Bahia (MPBA) está negociando um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Neoenergia/Coelba para garantir a proteção dos transformadores.
  • Além das araras, mamíferos arborícolas, como preguiças-de-coleira e macacos, também estão em risco devido ao desmatamento e à migração forçada dos animais.

Morte de Araras e Outros Animais na Bahia: Avanços e Desafios

A morte de araras-azuis-de-lear e outros animais arborícolas na Bahia continua a ser um problema crítico. Nos últimos seis anos, 162 araras foram eletrocutadas devido à rede elétrica, com a maioria das mortes ocorrendo na Reserva de Canudos. Em 2023, após modificações na rede elétrica, o número de mortes caiu para 28, mas ainda há áreas sem proteção adequada.

O projeto Jardins da Arara de Lear tem trabalhado na conservação da espécie desde 2014, monitorando as mortes e propondo soluções. Ornithólogos identificaram que isolar transformadores e aumentar a distância entre os cabos poderia evitar a eletrocussão. Em resposta, a Neoenergia/Coelba iniciou modificações na rede elétrica, mas apenas em áreas prioritárias, deixando regiões vizinhas vulneráveis.

Impacto em Outras Espécies

Além das araras, mamíferos arborícolas, como preguiças-de-coleira e macacos, também estão em risco. Em Mata de São João, a construção de empreendimentos imobiliários tem levado ao desmatamento, forçando os animais a cruzar áreas perigosas. Luciana Veríssimo, bióloga do projeto Conecta Vidas, relatou que, nos últimos dois anos, pelo menos 20 preguiças morreram eletrocutadas.

O aumento das mortes está ligado à migração dos animais em busca de abrigo, devido à especulação imobiliária. O projeto Conecta Vidas, em parceria com comunidades locais, busca mapear as áreas de ocorrência e minimizar os impactos.

Ação do Ministério Público

O Ministério Público da Bahia (MPBA) está em negociações com a Neoenergia/Coelba para formalizar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O objetivo é garantir a proteção integral dos transformadores e a adequação da rede elétrica para prevenir novas mortes. O MPBA já realizou diversas reuniões e está em busca de soluções eficazes.

A situação exige atenção contínua, pois a proteção da fauna silvestre é essencial para a biodiversidade da Bahia. As ações em andamento visam não apenas reduzir as mortes, mas também promover a convivência harmoniosa entre a infraestrutura elétrica e a vida selvagem.

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