- A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre um possível surto global de Chikungunya, uma doença viral transmitida por mosquitos.
- A doença já afeta 119 países e coloca 5,6 bilhões de pessoas em risco.
- Desde o início de 2025, surtos significativos foram registrados em ilhas do Oceano Índico, como Reunião, Mayotte e Maurício.
- A OMS identificou casos de transmissão local na Europa, com registros na França e suspeitas na Itália.
- A OMS recomenda medidas de prevenção, como uso de repelentes e eliminação de água parada, para evitar a propagação do vírus.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre a possibilidade de um novo surto global de Chikungunya, uma doença viral transmitida por mosquitos que já afeta 119 países e coloca 5,6 bilhões de pessoas em risco. A OMS observou sinais de alerta semelhantes aos que precederam uma epidemia significativa há 20 anos.
Desde o início de 2025, surtos consideráveis foram registrados em ilhas do Oceano Índico, como Reunião, Mayotte e Maurício. Estima-se que um terço da população de Reunião já tenha sido infectada. A OMS destaca que a transmissão local também foi identificada na Europa, com casos na França e suspeitas na Itália.
Os sintomas da Chikungunya incluem febre alta, dores articulares intensas e erupções cutâneas, dificultando o diagnóstico, já que se assemelham aos da dengue e do vírus Zika. A OMS alerta que, em regiões com baixa imunidade, o vírus pode causar epidemias que afetem até três quartos da população.
Diana Rojas Alvarez, da OMS, enfatizou a necessidade de ações urgentes para prevenir a repetição de surtos passados. Embora a taxa de mortalidade seja inferior a 1%, isso pode resultar em milhares de mortes em um cenário de milhões de casos. A OMS recomenda medidas de prevenção, como o uso de repelentes e a eliminação de água parada, onde os mosquitos podem se reproduzir.
Com o aumento das temperaturas globais, o mosquito-tigre, vetor da doença, está se expandindo para áreas mais ao norte, aumentando o risco de novos surtos. A OMS continua a monitorar a situação e pede que os países se preparem para evitar uma epidemia em larga escala.
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