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Adolescentes enfrentam depressão e ansiedade devido à dependência de telas

Estudo da OMS revela que uso excessivo de tecnologia afeta 11% dos adolescentes, aumentando riscos de problemas emocionais e sociais.

O impacto da autolesão não se limita ao próprio adolescente, afeta profundamente a seu entorno mais próximo. (Foto: fitopardo/Getty Images)
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  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma pesquisa sobre o impacto da tecnologia na vida dos adolescentes.
  • O estudo aponta que 11% dos jovens têm suas vidas significativamente afetadas por dispositivos digitais, enquanto 32% estão em risco de uso problemático.
  • Os riscos incluem ansiedade, depressão e tentativas de suicídio, com a exposição precoce a esses dispositivos comprometendo o desenvolvimento emocional.
  • Em resposta, a plataforma Control Z, liderada por Mar Espanha, lançou um projeto com 16 entidades para promover o uso responsável da tecnologia.
  • Especialistas alertam que a dependência de telas pode ser uma forma de automedicação, dificultando a busca por alternativas saudáveis.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma pesquisa alarmante sobre o impacto da tecnologia na vida dos adolescentes. O estudo revela que 11% dos jovens têm suas vidas significativamente afetadas por dispositivos digitais, enquanto 32% estão em risco de desenvolver um uso problemático, que pode interferir em suas relações, estudos e bem-estar emocional.

A pesquisa, parte do projeto Health Behavior in School-aged Children (HBSC), destaca os riscos associados ao uso excessivo de telas, incluindo ansiedade, depressão e, em casos extremos, tentativas de suicídio. Especialistas alertam que a exposição precoce a esses dispositivos pode comprometer o desenvolvimento cerebral e emocional dos adolescentes.

Iniciativas de Uso Responsável

Em resposta a esses dados preocupantes, a plataforma Control Z, liderada por Mar Espanha, ex-diretora da Agência Espanhola de Proteção de Dados, lançou um projeto que envolve 16 entidades para promover o uso responsável da tecnologia. A iniciativa visa combater a hiperconexão digital e conta com a colaboração de profissionais como a psiquiatra infantojuvenil Abigaíl Huertas.

Huertas enfatiza que, embora os adolescentes estejam mais aptos a expressar seu mal-estar emocional, muitos adultos, incluindo famílias, não conseguem oferecer o suporte necessário. Ela observa que as doenças mentais estão surgindo cada vez mais cedo e com maior intensidade, e que o conteúdo consumido online afeta diretamente a autoestima e a identidade dos jovens.

Riscos da Autolesão

A psiquiatra Lucía Torres explica que a autolesão entre adolescentes pode ser uma resposta a necessidades emocionais não atendidas. Essa prática, muitas vezes vista como um mecanismo de controle, proporciona alívio temporário, mas também gera um ciclo vicioso de dependência emocional. Torres destaca que muitos jovens relatam a autolesão como uma forma de escapar da impotência emocional, o que pode levar a um aumento da repetição desse comportamento.

Os especialistas concordam que a dependência de telas pode ser uma forma de automedicação, dificultando a busca por alternativas saudáveis, como o diálogo com os pais ou a prática de atividades físicas. A situação exige atenção urgente, pois o uso excessivo de tecnologia pode ter consequências graves para a saúde mental dos adolescentes.

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