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Dell Technologies sofre ataque cibernético

World Leaks afirma ter exfiltrado 1,3 TB de Dell; dados vêm de ambiente de demonstração, sem impacto direto a clientes, investigação em andamento

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  • A Dell Technologies confirmou ter sido alvo do grupo World Leaks, que afirma ter exfiltrado 1,3 terabytes de arquivos internos e publicado o material na dark web.
  • O pacote contém mais de 416 mil arquivos, com referências à Dell e a produtos como PowerStore, PowerPath e ferramentas da VMware, vindos de Américas, Europa e Ásia-Pacífico.
  • A Dell afirmou que os dados vazados estavam em seu Solution Center, ambiente isolado de demonstrações e testes, sem participação direta na infraestrutura de clientes ou serviços.
  • A empresa disse que os dados são na maior parte sintéticos ou de acesso público, e que houve acesso não autorizado, mas nenhuma informação sensível de clientes foi comprometida.
  • O grupo World Leaks adotou tática de roubo de dados e extorsão, expondo conteúdos publicamente para pressionar as vítimas, mostrando vulnerabilidades em ambientes de teste que podem impactar cadeias de segurança.

Dell Technologies confirmou ter sido alvo de um ataque cibernético atribuído ao grupo World Leaks. A operação resultou na exfiltração de cerca de 1,3 terabytes de arquivos internos, já disponibilizados no site do grupo na dark web.

Ao todo, o conjunto vazado inclui mais de 416 mil arquivos vinculados à Dell e a seus produtos, como PowerStore, PowerPath e ferramentas da VMware. Analistas apontam que os dados viriam de diferentes regiões: Américas, Europa e Ásia-Pacífico.

Segundo a Dell, o material foi obtido em um ambiente chamado Solution Center, separado da infraestrutura principal. Esse espaço é utilizado para demonstrações e testes conceituais, e não integra redes usadas para atender clientes ou parceiros.

A empresa também afirmou que os dados nesse ambiente são, em grande parte, sintéticos ou disponíveis publicamente, usados apenas para fins internos e laboratoriais. Houve acesso não autorizado, mas não houve comprometimento de informações sensíveis de clientes.

Contexto e impactos

Especialistas destacam que World Leaks adotou, desde então, a exfiltração de dados e a extorsão pública, em vez de ransomware tradicional com criptografia. A tática busca pressionar vítimas pela divulgação, reduzindo riscos operacionais para os atacantes.

Analistas observam que a adaptação do grupo reflete uma resposta a respostas rápidas de autoridades e empresas. O caso reforça a necessidade de revisar acessos e controles em ambientes de teste, mesmo quando considerados menos críticos.

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