- A tecnologia de interfaces cérebro-computador (BCI) avança, permitindo melhor comunicação para pessoas com dificuldades, como pacientes de esclerose lateral amiotrófica (ALS).
- Casey Harrel, um paciente de 45 anos, recuperou a capacidade de falar após quatro anos de silêncio, utilizando um BCI desenvolvido na Universidade da Califórnia, Davis.
- O dispositivo possui 256 eletrodos implantados no córtex cerebral e decodifica sinais neurais em tempo real, reproduzindo a voz do paciente com sua entonação.
- Durante um teste, Harrel ouviu sua própria voz pela primeira vez, emocionando sua família e a equipe de pesquisadores.
- O sistema permite uma comunicação fluida, com um tempo de resposta de aproximadamente 25 milissegundos, e os pesquisadores planejam expandir os testes para outros pacientes com condições semelhantes.
A tecnologia de interfaces cérebro-computador (BCI) avança, permitindo que pessoas com dificuldades de comunicação, como os pacientes de esclerose lateral amiotrófica (ALS), se comuniquem de forma mais eficaz. Um exemplo recente é o caso de Casey Harrel, um californiano de 45 anos que recuperou a capacidade de falar após quatro anos de silêncio, devido à ALS. O feito foi possível graças a um BCI desenvolvido na Universidade da Califórnia, Davis, que decodifica sinais neurais em tempo real.
Durante um teste, Harrel ouviu sua própria voz pela primeira vez em anos, provocando uma forte emoção em sua família e na equipe de pesquisadores. O dispositivo, que utiliza 256 eletrodos de 1,5 milímetros implantados na região do córtex cerebral responsável pela fala, interpreta os sinais neurais e reproduz a voz do paciente com sua entonação e estilo. “Soa muito como eu”, afirmou Harrel, emocionado.
O sistema desenvolvido não apenas converte sinais cerebrais em texto, mas também permite uma comunicação mais fluida, com um tempo de resposta de aproximadamente 25 milissegundos, semelhante ao de uma pessoa comum. A equipe de pesquisa, liderada por Maitreyee Wairagkar, destaca que a tecnologia é a primeira a permitir que um paciente fale em suas próprias palavras, ao invés de apenas exibir texto na tela.
O algoritmo inovador do BCI decodifica fonemas em vez de palavras inteiras, o que melhora a fluidez da comunicação. Harrel, que antes se comunicava com dificuldade, utilizando um mouse giroscópico para escrever letra por letra, agora se sente mais conectado. A equipe visita o paciente duas vezes por semana para continuar os experimentos, que fazem parte do ensaio clínico BrainGate2.
Os pesquisadores pretendem expandir os testes para outros pacientes com condições semelhantes, como aqueles que sofreram AVC. Wairagkar enfatiza que cada caso é único e que a tecnologia pode ser adaptada para diferentes tipos de dificuldades de fala. O objetivo é que mais pessoas tenham acesso a essa inovação, que pode transformar a vida de quem enfrenta a solidão da falta de comunicação.
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