- Um novo estudo desenvolveu uma pontuação de risco poligênico para obesidade, utilizando dados de cinco milhões de pessoas.
- Essa ferramenta é capaz de prever o índice de massa corporal (IMC) e identificar crianças em risco de obesidade na vida adulta.
- Pesquisadores já sabiam que a genética influencia a obesidade, com gêmeos idênticos apresentando IMCs semelhantes e crianças adotadas refletindo a obesidade de seus pais biológicos.
- A pontuação de risco pode ajudar a determinar tratamentos para doenças cardíacas, mas atualmente explica apenas um terço do efeito genético sobre a obesidade.
- A pesquisa ainda precisa de populações maiores e mais diversas para uma análise mais abrangente.
Um novo estudo revela uma pontuação de risco poligênico para obesidade, desenvolvida a partir de dados de 5 milhões de pessoas. Essa ferramenta pode prever o índice de massa corporal (IMC) e identificar crianças em risco de obesidade na vida adulta.
Pesquisadores já sabiam que a genética desempenha um papel crucial na obesidade. Gêmeos idênticos apresentam IMCs semelhantes, mesmo em ambientes diferentes, e crianças adotadas refletem a obesidade de seus pais biológicos. Contudo, identificar uma “assinatura genética” para a obesidade é desafiador, pois a condição é influenciada por milhares de variantes genéticas.
O estudo, liderado por Joel Hirschhorn, professor de pediatria e genética no Hospital Infantil de Boston, mostra que a nova pontuação pode prever quais crianças têm maior risco de desenvolver obesidade. Embora a genética ofereça indicações sobre o risco, não é possível prever com precisão o IMC de um indivíduo na vida adulta.
Implicações do Estudo
Os resultados indicam que adultos com pontuações de risco mais altas tendem a recuperar rapidamente o peso perdido em programas de mudança de estilo de vida. Pradeep Natarajan, geneticista do Hospital Geral de Massachusetts, destaca que, à medida que as pontuações de risco evoluem, elas podem ser utilizadas para determinar tratamentos adequados para doenças cardíacas.
Atualmente, a pontuação de obesidade explica apenas cerca de um terço do efeito genético sobre a condição. Para uma análise mais abrangente, seriam necessárias populações maiores e mais diversas. A pesquisa também indica que a pontuação é mais precisa para pessoas de ascendência europeia.
Os pesquisadores continuam a investigar as relações entre genética e obesidade, buscando aprimorar as pontuações de risco e suas aplicações em intervenções de saúde. A expectativa é que, no futuro, essas ferramentas ajudem a personalizar tratamentos e melhorar os resultados para indivíduos em risco.
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