- O uso recreativo da tadalafila aumentou no Rio de Janeiro, atraindo usuários de diferentes idades em ambientes sociais, como praias e festas.
- A venda da substância por ambulantes cresceu, com registros de três milhões de caixas vendidas em 2015, superando 64 milhões em 2022.
- Médicos alertam sobre os riscos do uso não supervisionado, incluindo priapismo e problemas cardiovasculares, especialmente em pessoas com condições cardíacas.
- Alguns frequentadores de academias utilizam a tadalafila como um “pré-treino”, embora não haja evidências científicas que comprovem sua eficácia nesse contexto.
- A prefeitura do Rio realiza fiscalizações para coibir a venda ilegal do medicamento, que continua a ser comercializado clandestinamente.
O uso recreativo da tadalafila cresce no Rio de Janeiro, atraindo usuários de diversas idades. O medicamento, indicado para disfunção erétil, tornou-se popular em ambientes sociais, especialmente em praias e festas. Vendedores ambulantes, como os que atuam na Arnaldo Quintela, em Botafogo, anunciam a venda da substância, que é consumida por homens de todas as gerações, de adolescentes a idosos.
A venda de tadalafila aumentou significativamente nos últimos anos. Em 2015, foram vendidas três milhões de caixas no Brasil; em 2022, esse número superou 64 milhões. O uso recreativo é impulsionado por uma busca por segurança em encontros e pela pressão social para ter um desempenho sexual satisfatório. Muitos usuários, como o biólogo Paulo Duarte, relatam que a conversa sobre o uso do medicamento se tornou comum entre amigos, refletindo uma nova abordagem sobre a sexualidade.
Os riscos associados ao uso não supervisionado da tadalafila são alarmantes. Médicos alertam que a superdosagem, especialmente em combinação com álcool ou outras drogas, pode levar a efeitos colaterais graves, como priapismo e problemas cardiovasculares. Danilo Souza Lima da Costa Cruz, médico do Hospital Universitário Pedro Ernesto, enfatiza que pessoas com condições cardíacas não devem usar a substância sem orientação médica.
Além do uso recreativo, a tadalafila é vista como um “pré-treino” por alguns frequentadores de academias. No entanto, não há evidências científicas que comprovem sua eficácia nesse contexto. O empresário Rodolfo Masetti, que frequentou casas de suingue, observa que o uso do medicamento se tornou uma prática comum, refletindo inseguranças em ambientes de não-monogamia.
A prefeitura do Rio realiza fiscalizações para coibir a venda ilegal de tadalafila. Apesar das tentativas de regulamentação, a substância continua a ser comercializada de forma clandestina, com ambulantes enfrentando penalidades. O uso recreativo da tadalafila, embora popular, levanta preocupações sobre a saúde pública e a segurança dos consumidores.
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