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Nova geração de músicos eruditos encanta jovens nas redes sociais

Músicos clássicos como Annique Goettler e Camille Thomas inovam nas redes sociais, atraindo novos públicos e revitalizando a música erudita.

Camille Thomas tocando em um telhado em Paris (Foto: Christian Meuwly/Divulgação)
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  • A popularidade de músicos clássicos nas redes sociais tem aumentado, com artistas como Lang Lang e Valentina Lisitsa usando o YouTube para expandir suas carreiras.
  • A concertista Annique Goettler analisou o desempenho de Lady Gaga e Taylor Swift ao piano em seu canal “Heart of the Keys”.
  • Camille Thomas viralizou ao tocar violoncelo em telhados de Paris, especialmente durante a pandemia, atraindo novos fãs.
  • Leonardo Monteiro de Barros, ex-diretor da Deutsche Grammophon, destaca que músicos clássicos estão se aproximando do público com uma linguagem mais acessível.
  • Novos compositores, como Mason Bates e Fazil Say, também estão ganhando destaque, contribuindo para a relevância da música clássica na era digital.

A popularidade de músicos clássicos nas redes sociais tem crescido, com artistas como Lang Lang e Valentina Lisitsa utilizando o YouTube para expandir suas carreiras. Recentemente, a concertista Annique Goettler, de 29 anos, analisou o desempenho de Lady Gaga e Taylor Swift ao piano em seu canal “Heart of the Keys”. Com vídeos dinâmicos, Goettler busca tornar a música clássica acessível a um público mais amplo, afirmando que seu objetivo é “melhorar a experiência de quem ouve”.

A belga Camille Thomas, de 36 anos, também se destaca nesse cenário, especialmente durante a pandemia, quando viralizou ao tocar violoncelo em telhados de Paris. Suas performances em locais icônicos, como museus vazios, atraíram a atenção do público e a ajudaram a construir uma base sólida de fãs. Thomas utiliza suas redes sociais para compartilhar informações sobre suas obras, incluindo uma trilogia dedicada a Chopin.

A era digital trouxe novas oportunidades para músicos clássicos, que agora se comunicam com o público de maneira mais direta. Leonardo Monteiro de Barros, ex-diretor da Deutsche Grammophon, observa que esses artistas estão “descendo da torre de marfim” e se aproximando dos ouvintes com uma linguagem acessível. Ele destaca que a música clássica está mais disponível do que nunca, com a possibilidade de assistir a concertos e estreias de ópera online.

Além disso, novos compositores estão ganhando visibilidade. O pianista russo Daniil Trifonov, de 33 anos, gravou uma obra inédita de Mason Bates, enquanto Camille Thomas tem se apresentado com um concerto de Fazil Say, que aborda questões sociais contemporâneas. A adaptação dos músicos clássicos ao ambiente digital tem sido fundamental para a sua relevância e para a promoção da música erudita em um mundo cada vez mais conectado.

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