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Aumento de casos de câncer de pele entre idosos preocupa especialistas na saúde pública

Estudo revela aumento alarmante de câncer de pele em idosos, com incidência crescente de carcinoma basocelular e espinocelular.

Casos de câncer de pele foram impulsionados pela maior longevidade e baixa prevenção, especialmente entre homens (Foto: Gaby Oraa - 19.jun.25/Reuters)
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  • Um estudo publicado na *Jama Dermatology* revelou um aumento significativo nos casos de câncer de pele entre idosos entre 1990 e 2021.
  • A incidência de carcinoma basocelular cresceu 61,3% e o carcinoma espinocelular aumentou 42,5%.
  • Os maiores índices foram observados em países como Austrália, Nova Zelândia e América do Norte.
  • Fatores como menor uso de protetor solar entre homens e maior exposição ao sol contribuem para esse aumento.
  • A prevenção deve começar na infância, com medidas como uso de protetor solar e check-ups regulares, já que o câncer de pele não melanoma é o mais comum no Brasil.

Aumento de Casos de Câncer de Pele em Idosos

Um estudo recente publicado na *Jama Dermatology* revelou um crescimento alarmante nos casos de câncer de pele entre idosos entre 1990 e 2021. A pesquisa, que analisou dados globais, destaca o aumento da incidência de carcinoma basocelular e espinocelular, especialmente em homens e em regiões economicamente desenvolvidas.

Os dados mostram que a incidência do carcinoma basocelular aumentou 61,3%, enquanto o carcinoma espinocelular teve um crescimento de 42,5%. As taxas mais elevadas foram registradas em países como Austrália, Nova Zelândia e América do Norte. Os pesquisadores atribuem esse fenômeno à combinação de pele clara e maior exposição ao sol, além da longevidade crescente da população.

Fatores Contribuintes

A dermatologista Selma Hélène, do Hospital Israelita Albert Einstein, aponta que a menor adesão a medidas de prevenção entre homens, como o uso de protetor solar, pode ser um fator que contribui para esses índices. O aumento na detecção precoce de tumores de pele não melanoma também é um aspecto relevante, já que muitos idosos estão sendo examinados com mais frequência.

Além disso, a exposição solar e fatores genéticos estão fortemente relacionados ao desenvolvimento desses tipos de câncer. O melanoma, por sua vez, é considerado mais agressivo, especialmente em pacientes mais jovens, e a detecção precoce é crucial para aumentar as chances de sobrevivência.

Importância da Prevenção

Embora o estudo evidencie o crescimento dos casos em idosos, a prevenção deve ser uma prioridade desde a infância. A dermatologista Hélène ressalta que a maior carga de exposição solar ocorre nos primeiros 20 anos de vida, período em que crianças e adolescentes estão mais expostos à radiação.

Medidas de prevenção, como o uso de protetor solar, roupas adequadas e check-ups regulares, são essenciais para reduzir os riscos. No Brasil, o câncer de pele não melanoma é o tipo mais comum, representando cerca de 30% dos tumores malignos. A boa notícia é que, quando detectado precocemente, esse câncer apresenta alta taxa de cura.

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