- Autoridades de saúde dos Estados Unidos emitiram um alerta sobre intoxicações em massa por tetrahidrocanabinol (THC) em alimentos.
- O aviso foi motivado por um incidente em Wisconsin, onde oitenta e cinco pessoas adoeceram após consumir refeições com óleo contendo THC.
- Os sintomas incluíram tontura, sonolência, ansiedade, náusea e taquicardia.
- O proprietário do restaurante Famous Yeti’s Pizza, onde ocorreu o caso, usou acidentalmente um óleo de cozinha com THC, acreditando ser canola comum.
- O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) recomendou regulamentações mais rigorosas sobre armazenamento e rotulagem de produtos alimentícios para evitar contaminações acidentais.
Autoridades de saúde dos Estados Unidos emitiram um alerta sobre os riscos de intoxicações em massa por THC em alimentos. A recomendação surgiu após um incidente em Wisconsin, onde 85 pessoas adoeceram após consumir refeições com óleo contendo tetrahidrocanabinol (THC), substância psicoativa da cannabis. O caso ocorreu entre os dias 22 e 24 de outubro de 2024, no restaurante Famous Yeti’s Pizza, em Stoughton.
Os sintomas relatados incluíram tontura, sonolência, ansiedade, náusea e taquicardia. A investigação começou quando equipes de emergência atenderam sete pessoas com sintomas semelhantes, todas que haviam comido no restaurante. Testes de monóxido de carbono foram realizados e resultaram negativos. No entanto, os pacientes foram diagnosticados com intoxicação por THC, mesmo sem terem consumido a substância de forma intencional.
O proprietário do restaurante informou que, após o término do óleo de cozinha habitual, utilizou um óleo disponível na cozinha compartilhada, acreditando ser canola comum. A contaminação foi considerada acidental, e nenhuma acusação foi formalizada. O restaurante foi fechado temporariamente para investigação e reabriu em 26 de outubro, após se desculpar publicamente e afirmar que colaboraria com as autoridades para melhorar os protocolos de segurança.
O CDC destacou que cozinhas compartilhadas entre empresas alimentícias e fabricantes de produtos com THC aumentam o risco de contaminações acidentais. A agência recomendou regulamentações mais rigorosas sobre armazenamento, rotulagem e separação de insumos. Além disso, alertou médicos e profissionais de saúde sobre a possibilidade de intoxicações em massa por THC em alimentos, enfatizando a importância de reconhecer os sintomas súbitos como um indicador crítico.
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