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Raiar implementa sexagem de ovos para salvar 200 mil pintinhos de destino cruel

Raiar Orgânicos implementa sexagem embrionária e prevê salvar 100 mil pintinhos machos do abate em 2023, promovendo bem-estar animal.

Tecnologia de sexagem de ovo fértil usada pela Raiar Orgânicos (Foto: Divulgação)
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  • A Raiar Orgânicos, maior produtora de ovos orgânicos do Brasil, adotou a sexagem embrionária de ovos férteis.
  • A tecnologia, que evita o abate de pintinhos machos, foi implementada com uma máquina importada da AAT, chamada Cheggy.
  • A análise dos ovos ocorre a partir do 13º dia de incubação, identificando o sexo dos embriões em cinco segundos.
  • A empresa planeja adquirir 200 mil galinhas poedeiras em 2023, salvando cerca de 100 mil pintinhos machos do abate.
  • Um selo identificará os ovos que passaram pelo processo de sexagem, sem repassar o custo ao consumidor.

A Raiar Orgânicos, maior produtora de ovos orgânicos do Brasil, anunciou a adoção da sexagem embrionária de ovos férteis, uma tecnologia que evita o abate de pintinhos machos. A empresa importou uma máquina da AAT, chamada Cheggy, que analisa os ovos a partir do 13º dia de incubação, identificando o sexo dos embriões em apenas cinco segundos. Essa inovação permitirá que a companhia compre apenas pintainhas, contribuindo para o bem-estar animal.

Com a expectativa de adquirir 200 mil galinhas poedeiras em 2023, a Raiar estima que cerca de 100 mil pintinhos machos serão salvos do abate. Para o próximo ano, o plano é aumentar a compra para 400 mil pintainhas. Marcus Menoita, CEO da Raiar, destacou que essa tecnologia, já utilizada na Europa e EUA, finalmente se tornou viável economicamente no Brasil.

A empresa, fundada há quatro anos, se diferencia no mercado ao produzir exclusivamente ovos marrons orgânicos e adotar práticas que priorizam o bem-estar das galinhas. As aves são criadas fora de gaiolas, alimentadas com grãos orgânicos e não recebem medicamentos. Além disso, a Raiar utiliza um poleiro móvel que estimula o exercício das galinhas.

A Raiar planeja criar um selo que identifique os ovos que passaram pelo processo de sexagem, embora a tecnologia tenha um custo. Menoita afirmou que a empresa não pretende repassar esse custo ao consumidor, mas sim usá-lo como um diferencial de marca. Atualmente, não há legislação no Brasil que obrigue a sexagem in ovo, mas um projeto de lei tramita no Congresso, visando proibir métodos cruéis de descarte de pintos machos.

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