- O Google lançou o modelo AlphaEarth Foundations em 28 de julho de 2025.
- O modelo utiliza múltiplas fontes de dados para mapear mudanças na Terra, oferecendo maior eficiência e precisão.
- Funciona como um “satélite virtual”, combinando trilhões de observações de imagens de satélite e radar.
- A ferramenta pode ser usada para identificar locais para projetos de energia limpa e monitorar desmatamento.
- O Google disponibilizou um artigo na plataforma arXiv com detalhes sobre o modelo e seus testes, destacando sua superioridade em precisão e otimização de recursos.
O Google lançou o modelo AlphaEarth Foundations, uma inovação em inteligência artificial que integra diversas fontes de dados para mapear mudanças na Terra. O anúncio foi feito em uma coletiva de imprensa em 28 de julho, destacando a capacidade do modelo de oferecer uma visão abrangente e precisa de alterações em terras e águas rasas em todo o planeta.
O sistema funciona como um “satélite virtual”, combinando trilhões de observações de imagens de satélite, radar e outros tipos de mapas. Segundo Christopher Brown, engenheiro de pesquisa da Google DeepMind, o AlphaEarth permite que cientistas analisem dados em qualquer lugar e a qualquer momento. A ferramenta pode ser utilizada para identificar locais ideais para projetos de energia limpa, estudar os impactos ecológicos das mudanças climáticas e monitorar o desmatamento.
Além do lançamento, o Google disponibilizou um artigo na plataforma arXiv, que descreve a criação do modelo e seus testes iniciais, abrangendo dados de 2017 a 2024. O documento afirma que o AlphaEarth supera modelos similares em precisão e densidade de dados, além de otimizar o uso de energia e tempo de computação.
Nicholas Murray, biólogo da conservação da James Cook University, elogiou a iniciativa, ressaltando que sua equipe frequentemente gasta muitos dias processando dados de satélite. Ele acredita que o AlphaEarth pode tornar esse processo mais eficiente. O Google se comprometeu a atualizar regularmente os conjuntos de dados do modelo, que estarão disponíveis através do Earth Engine, uma plataforma baseada em nuvem que já abriga dados sobre agricultura, desmatamento e clima.
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