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IBM revela avanço significativo rumo a um computador quântico funcional

IBM avança na computação quântica com algoritmos qLDPC e planeja um computador livre de erros até 2029, reduzindo qubits físicos em 90%.

Computador quântico da IBM (Foto: Satoshi Kawase/IBM)
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  • A IBM anunciou avanços na computação quântica em 10 de agosto, com planos para um computador quântico livre de erros até 2029.
  • O processador, chamado Starling, terá 200 qubits lógicos e realizará mais de 100 milhões de operações quânticas.
  • A empresa utiliza algoritmos qLDPC, que reduzem em 90% a necessidade de qubits físicos para formar qubits lógicos.
  • A nova abordagem permite uma arquitetura modular, facilitando a escalabilidade do sistema.
  • A IBM planeja desenvolver o chip Starling em um novo centro de dados em Poughkeepsie, Nova York, e prevê o chip Blue Jay para 2033, com 2.000 qubits lógicos.

A IBM anunciou, nesta terça-feira, 10, avanços significativos na computação quântica, revelando planos para um computador quântico livre de erros até 2029. O processador, chamado Starling, terá 200 qubits lógicos e será capaz de realizar mais de 100 milhões de operações quânticas.

Os qubits, que armazenam e processam informações na computação quântica, são notoriamente frágeis. A interação com o ambiente pode levar à perda da superposição, resultando em erros. A correção desses erros é um dos principais desafios para a viabilidade da tecnologia. A IBM, até agora, explorava métodos como os códigos de superfície, que agrupam qubits físicos para criar qubits lógicos. No entanto, Jay Gambetta, vice-presidente da divisão de computação quântica da IBM, afirmou que essa abordagem é mais teórica do que prática.

A nova solução da IBM envolve algoritmos qLDPC, que reduzem em 90% a necessidade de qubits físicos para formar qubits lógicos. Desde 2019, a empresa investe nesse método, que permite uma arquitetura modular, facilitando a escalabilidade do sistema. Gambetta destacou que essa abordagem possibilita a construção do computador em partes, ao invés de um único equipamento.

Além disso, um segundo artigo publicado pela IBM mostra como os algoritmos qLDPC podem decodificar informações de qubits físicos e corrigir erros em tempo real. Bárbara Amaral, pesquisadora da Universidade de São Paulo, ressaltou que a nova topologia dos algoritmos aumenta a eficiência, reduzindo a taxa de qubits físicos necessários.

Com a confiança nas bases científicas para a construção de uma máquina quântica de larga escala, a IBM planeja um novo centro de dados em Poughkeepsie, Nova York, onde o chip Starling será desenvolvido. A empresa também vislumbra o chip Blue Jay para 2033, que deverá executar um bilhão de operações quânticas com 2.000 qubits lógicos. Contudo, especialistas alertam que a implementação em larga escala dos algoritmos qLDPC pode ser desafiadora.

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