- O Japão registrou a temperatura mais alta da sua história, com 41,2°C em Hyogo.
- Kyoto atingiu 40°C pela primeira vez desde o início das medições em 1880.
- A onda de calor resultou em 10.804 hospitalizações por insolação e 16 mortes.
- A Agência Meteorológica do Japão (JMA) emitiu alertas para a continuidade do calor extremo.
- O verão de 2023 igualou o recorde histórico de calor, e o outono subsequente foi o mais quente em 126 anos.
O Japão registrou nesta quarta-feira, 41,2°C em Hyogo, a temperatura mais alta da sua história, superando o recorde anterior de 41,1°C em Hamamatsu, em 2020. Kyoto também fez história ao atingir 40°C pela primeira vez desde o início das medições em 1880. A Agência Meteorológica do Japão (JMA) alerta para uma onda de calor extrema, que já resultou em 10.804 hospitalizações por insolação e 16 mortes.
A nova marca de calor ocorre em um contexto de clima extremo, com o país em alerta máximo para tsunamis após um terremoto de magnitude 8,8 no Extremo Oriente da Rússia. Na terça-feira, 322 dos 914 pontos de observação meteorológica registraram temperaturas iguais ou superiores a 35°C, o maior número desde 2010. Trinta e oito localidades bateram recordes, incluindo Gujo, na província de Gifu, com 39,8°C.
O verão de 2023 já igualou o recorde histórico de calor, que havia sido estabelecido no ano anterior. O outono subsequente foi o mais quente em 126 anos. Para os próximos dias, a previsão é de que a onda de calor persista, especialmente nas regiões norte e leste do arquipélago. A JMA recomenda que a população, especialmente os idosos, permaneça em locais climatizados e evite a exposição prolongada ao calor.
As consequências da onda de calor são preocupantes para a saúde pública. O número de hospitalizações por insolação superou o recorde anterior de 10.053 internações, registrado entre 30 de junho e 6 de julho. As autoridades continuam a alertar a população sobre os riscos associados ao calor extremo, enfatizando a importância de cuidados para evitar complicações.
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