- Cientistas da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) criaram o primeiro modelo tridimensional do vulcão Popocatépetl.
- O objetivo é entender a estrutura interna do vulcão e melhorar a previsão de erupções.
- O estudo foi publicado na revista ScienceDirect e utiliza inteligência artificial para processar dados sísmicos.
- A equipe coletou dados de dezoito estações sísmicas, registrando mais de cem medições por segundo.
- O modelo revela um sistema magmático em forma de cogumelo e identifica estruturas vulcânicas enterradas, contribuindo para o entendimento da história eruptiva do Popocatépetl.
Cientistas da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) desenvolveram o primeiro modelo tridimensional do vulcão Popocatépetl, visando entender sua estrutura interna e otimizar a previsão de erupções. O estudo, publicado na revista ScienceDirect, utiliza inteligência artificial para processar dados sísmicos, permitindo uma análise mais precisa das atividades do vulcão.
Desde 1994, quando o Popocatépetl entrou em erupção após um longo período de inatividade, diversas pesquisas geofísicas têm sido realizadas. O novo modelo, descrito como uma “radiografia” tridimensional do vulcão, promete melhorar a detecção de estruturas internas, como câmaras de magma e condutos ascendentes. Marco Calò, líder do projeto, destaca que a tecnologia atual permite a construção de tomografias em quatro dimensões no futuro.
A equipe utilizou 18 estações sísmicas para coletar dados, registrando mais de 100 medições por segundo. A inteligência artificial agora processa um ano de dados em apenas três horas, um avanço significativo em relação à análise manual anterior. Karina Bernal, estudante de pós-graduação, enfatiza que, apesar do suporte da IA, a interpretação dos dados ainda depende de especialistas.
O modelo revela um sistema magmático em forma de cogumelo em duas regiões específicas, com velocidades de ondas sísmicas indicando a presença de magma. A pesquisa sugere que a região mais rasa está relacionada a estruturas vulcânicas antigas e novas, enquanto a mais profunda é interpretada como material magmático preso sob pressão litostática. Além disso, o estudo identifica estruturas vulcânicas enterradas e vestígios de colapsos antigos, contribuindo para o entendimento da história eruptiva do Popocatépetl.
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