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Rei Lear se transforma em grileiro na Amazônia em nova peça de Newton Moreno

"ORioLEAR" questiona a exploração da Amazônia ao retratar um grileiro em conflito com a natureza e os direitos indígenas.

Peça 'ORioLear', adaptação de 'Rei Lear', de William Shakespeare - Ronaldo Gutierrez/Divulgação
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  • O espetáculo “ORioLEAR”, adaptação de “Rei Lear”, estreia no Itaú Cultural, em São Paulo, com sessões de quinta a domingo até 17 de agosto.
  • Dirigido por Newton Moreno e estrelado por Leopoldo Pacheco, a peça aborda a devastação ambiental e as heranças ditatoriais no Brasil, com foco na Amazônia.
  • A trama apresenta Seu Lear, um grileiro que representa a exploração da floresta, e inicia em uma festa de aniversário onde ele decide dividir suas terras entre as filhas.
  • O rio Lear é transformado em protagonista, questionando a relação entre humanidade e natureza, e a presença do ator indígena Ronny Abreu enriquece a discussão sobre direitos territoriais.
  • A peça é gratuita, com ingressos disponíveis para retirada online, e visa provocar uma reflexão sobre a urgência de ouvir a verdade sobre a devastação ambiental.

O espetáculo “ORioLEAR”, uma adaptação contemporânea de “Rei Lear”, de William Shakespeare, estreia no Itaú Cultural, em São Paulo, com sessões de quinta a domingo até 17 de agosto. Dirigido por Newton Moreno e estrelado por Leopoldo Pacheco, a peça aborda a devastação ambiental e as heranças ditatoriais no Brasil, especialmente na Amazônia.

A trama gira em torno de Seu Lear, um grileiro que representa a exploração predatória da floresta. A narrativa se inicia em uma festa grotesca de aniversário, onde Lear decide dividir suas terras entre as filhas, refletindo a aliança entre agronegócio e neopentecostalismo. As personagens femininas, como Goneril e Regininha, simbolizam diferentes aspectos da destruição ambiental.

Temas Centrais

A adaptação destaca a transformação do rio Lear em protagonista, questionando a relação entre humanidade e natureza. O indígena que aparece na peça traz à tona a voz dos verdadeiros donos da terra, desafiando a narrativa de exploração. Pacheco ressalta a importância da presença de Ronny Abreu, um ator indígena, que enriquece a discussão sobre os direitos territoriais.

Moreno enfatiza que a peça é uma reflexão sobre a urgência de ouvir a verdade, afirmando que “toda tragédia começa com a recusa de ouvir”. A obra revela como a ditadura militar contribuiu para a devastação da Amazônia, fazendo do teatro um espaço de catarse coletiva. A pergunta central da peça é: ainda há tempo para reverter essa situação?

Reflexões Finais

Com um elenco que inclui Sandra Corveloni e Michelle Boesche, “ORioLEAR” se propõe a provocar uma reflexão profunda sobre a relação entre o ser humano e a natureza. A peça é gratuita, com ingressos disponíveis para retirada online. A experiência promete ser intensa, reunindo arte e crítica social em um formato inovador.

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