- A Roche anunciou um novo estudo de fase III para o trontinemab, um anticorpo monoclonal biespecífico, focado em indivíduos com risco de declínio cognitivo relacionado à doença de Alzheimer.
- O objetivo do estudo é retardar ou prevenir a progressão da doença antes do surgimento dos sintomas.
- A apresentação ocorreu durante a Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, em Toronto, no Canadá.
- O trontinemab já demonstrou eficácia na eliminação de placas amiloides no cérebro em estudos anteriores.
- A Roche também introduziu um teste de biomarcador sanguíneo inovador, que facilita o diagnóstico da doença e recebeu a designação de dispositivo inovador pela FDA.
A Roche anunciou um novo estudo de fase III para investigar o trontinemab, um anticorpo monoclonal biespecífico, em indivíduos com risco de declínio cognitivo relacionado à doença de Alzheimer. O objetivo é retardar ou prevenir a progressão da doença antes que os sintomas se manifestem. A apresentação ocorreu durante a Conferência Internacional da Associação de Alzheimer (AAIC), em Toronto, no Canadá.
Os resultados do estudo clínico de fase Ib/IIa mostraram que o trontinemab é eficaz na eliminação de placas amiloides no cérebro. Levi Garraway, diretor médico da Roche, destacou que o medicamento atua em um fator-chave da biologia da doença. Ele afirmou que a combinação de novos tratamentos com diagnósticos avançados pode permitir intervenções mais precoces e eficazes.
O trontinemab foi desenvolvido para atravessar a barreira hematoencefálica e remover as placas de beta-amiloide, potencialmente desacelerando a progressão da doença. A Roche também apresentou um teste de biomarcador sanguíneo inovador, que recebeu a designação de dispositivo inovador pela FDA. Este exame fornece resultados comparáveis aos de tomografias por emissão de pósitrons (PET) e análises de líquido cefalorraquidiano, facilitando o diagnóstico da doença.
Matt Sause, CEO da Roche Diagnostics, ressaltou que os exames de sangue podem melhorar o acesso ao diagnóstico e reduzir o tempo até a confirmação da doença. Atualmente, até 75% das pessoas com sintomas de Alzheimer não foram diagnosticadas, e aquelas que receberam diagnóstico esperaram em média 2,8 anos. O novo teste pode transformar o diagnóstico da doença, oferecendo respostas mais rápidas para pacientes e cuidadores.
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