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ICMBio implementa ações emergenciais para proteger ararinhas-azuis na Bahia

ICMBio suspende soltura de ararinhas-azuis após detecção de circovírus, implementando medidas emergenciais para proteger a espécie ameaçada

Onze ararinhas-azuis vivem livres em Curaçá, no norte da Bahia (Foto: Acervo ICMBio)
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  • O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) suspendeu a soltura de novas ararinhas-azuis em Curaçá, na Bahia.
  • A decisão foi tomada após a confirmação de casos positivos de circovírus, que causa a Doença do Bico e das Penas dos Psitacídeos (PBFD).
  • Essa é uma situação grave, pois não havia registros da doença em aves de vida livre no Brasil até o momento.
  • O ICMBio implementou medidas de biossegurança, como triagem e isolamento dos animais afetados, além da descontaminação dos recintos.
  • A reintrodução das ararinhas-azuis será retomada assim que a situação sanitária estiver controlada.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) anunciou a suspensão da soltura de novas ararinhas-azuis em Curaçá, na Bahia, após a detecção de casos positivos de circovírus, um patógeno que causa a Doença do Bico e das Penas dos Psitacídeos (PBFD). Essa medida é uma resposta a uma situação considerada grave, já que não havia registros da doença em aves de vida livre no Brasil até agora.

As ararinhas-azuis, que foram reintroduzidas na natureza em 2022 após 37 anos sem filhotes, enfrentam um novo desafio. O ICMBio implementou medidas emergenciais de biossegurança, incluindo a triagem dos animais do criadouro e o isolamento dos que testaram positivo. A descontaminação dos recintos e dos comedouros utilizados pela população de vida livre também faz parte das ações.

Ainda não é possível determinar quantas ararinhas-azuis foram afetadas pelo circovírus, pois a bateria de testes está em andamento. O ICMBio ressaltou que o vírus não representa risco para aves de produção, como galinhas e patos, nem para a saúde humana. A expectativa de vida das aves infectadas é reduzida, variando entre 6 e 12 meses, e os sintomas podem aparecer entre duas e quatro semanas após a infecção.

A ararinha-azul, a menor das araras, possui características únicas, como um comportamento social forte e uma dieta que inclui sementes. O projeto de reintrodução será retomado assim que a situação sanitária estiver controlada, garantindo a proteção e a sobrevivência dessa espécie ameaçada.

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