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Cães reduzem estresse e elevam qualidade de vida, aponta pesquisa recente

Estudo revela que cães regulam eixos biológicos em situações de estresse, sugerindo uso terapêutico em tratamentos clínicos e para ex-militares

Segunda-feira de matar: risco de infarto é maior no primeiro dia útil da semana, diz estudo (Foto: Reprodução)
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  • Pesquisadores do Instituto de Conexão Humano-Animal da Universidade de Denver descobriram que a presença de cães em situações de estresse regula e ativa eixos biológicos, melhorando a resposta ao estresse.
  • Durante um teste de estresse, participantes acompanhados por seus cães apresentaram níveis moderados de cortisol e uma ativação saudável da enzima alfa-amilase.
  • Aqueles sem cães mostraram aumento significativo no cortisol e inatividade da alfa-amilase, indicando estresse crônico.
  • A pesquisa sugere um potencial terapêutico dos cães, especialmente em contextos clínicos, e reforça benefícios já conhecidos, como a redução de risco de morte em donos de cães.
  • Um novo projeto foca em ex-militares com cães de serviço, visando biomarcadores relacionados ao transtorno de estresse pós-traumático.

A convivência entre humanos e cães, já amplamente estudada, revela novos benefícios além do conforto emocional. Pesquisadores do Instituto de Conexão Humano-Animal da Universidade de Denver descobriram que a presença de cães em situações de estresse ativa e regula eixos biológicos, melhorando a resposta ao estresse.

Durante um teste de estresse, os participantes que estavam acompanhados de seus cães apresentaram uma resposta hormonal equilibrada. Os cientistas analisaram o cortisol, relacionado ao eixo HPA (hipotálamo-pituitária-adrenal), e a enzima alfa-amilase, associada ao eixo SAM (simpatoadrenal medular). Os resultados mostraram que os donos de cães tiveram níveis moderados de cortisol e uma ativação saudável da alfa-amilase, ideal para enfrentar desafios sem sobrecarregar o organismo.

Em contraste, aqueles que não estavam com seus cães apresentaram um aumento significativo no cortisol e inatividade da alfa-amilase, indicando um padrão de estresse crônico. Essa pesquisa amplia a compreensão do potencial terapêutico dos cães, especialmente em contextos clínicos. Estudos anteriores já indicaram que os donos de cães têm um risco de morte 24% menor e maior sobrevida após infartos, reforçando os efeitos preventivos da convivência com animais.

Potencial Terapêutico

Com base nesses achados, a equipe de pesquisa iniciou um projeto com ex-militares acompanhados por cães de serviço, focando em biomarcadores relacionados ao transtorno de estresse pós-traumático. A convivência com cães pode se tornar uma ferramenta acessível e biológica no combate aos efeitos do estresse cotidiano e às doenças associadas.

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