- Cientistas identificaram a bactéria Vibrio pectenicida como a causa da morte de mais de 5 bilhões de estrelas-do-mar na costa do Pacífico da América do Norte.
- A epidemia começou em 2013 e afetou mais de 20 espécies, com a espécie girassol perdendo cerca de 90% de sua população nos primeiros cinco anos.
- A doença provoca lesões e perda de braços nas estrelas-do-mar saudáveis, impactando o ecossistema marinho.
- O aumento da população de ouriços-do-mar resultou no colapso de cerca de 95% das florestas de algas do norte da Califórnia.
- Pesquisadores planejam testar a saúde das estrelas-do-mar e explorar estratégias de relocação, reprodução em cativeiro e uso de probióticos para aumentar a resistência à doença.
Cientistas identificam bactéria responsável pela morte de estrelas-do-mar no Pacífico
Cientistas finalmente desvendaram a causa da morte de mais de 5 bilhões de estrelas-do-mar ao longo da costa do Pacífico da América do Norte, um fenômeno que se estendeu por uma década. A bactéria Vibrio pectenicida foi identificada como o agente causador da doença que provocou a decomposição dos tecidos desses animais marinhos, afetando mais de 20 espécies.
A epidemia, que começou em 2013, resultou em uma mortandade em massa de estrelas-do-mar, especialmente da espécie girassol, que perdeu cerca de 90% de sua população nos primeiros cinco anos. A ecologista marinha Alyssa Gehman, do Hakai Institute, destacou que a doença causa lesões e perda de braços nas estrelas saudáveis, tornando a situação alarmante.
Impactos no Ecossistema
A descoberta da bactéria abre novas possibilidades para a recuperação das populações de estrelas-do-mar e das florestas de algas marinhas, essenciais para o ecossistema. Com a diminuição das estrelas-do-mar, a população de ouriços-do-mar aumentou drasticamente, resultando no colapso de cerca de 95% das florestas de algas do norte da Califórnia. Essas florestas são comparadas às “florestas tropicais dos oceanos”, servindo como habitat para diversas espécies marinhas.
Os pesquisadores agora planejam testar a saúde de indivíduos de estrelas-do-mar e considerar estratégias de relocação e reprodução em cativeiro. Além disso, a possibilidade de usar probióticos para aumentar a resistência à doença será investigada. A microbiologista marinha Rebecca Vega Thurber ressaltou a importância dessas descobertas para a saúde dos oceanos.
Caminhos para a Recuperação
O processo de identificação da bactéria levou mais de uma década, com várias hipóteses sendo testadas. Inicialmente, acreditava-se que um vírus poderia ser o responsável, mas investigações mais profundas revelaram que o fluido celômico das estrelas-do-mar saudáveis continha a bactéria causadora. A complexidade de rastrear doenças em ambientes marinhos foi um desafio significativo para os cientistas.
Com a nova compreensão sobre a causa da epidemia, os pesquisadores estão otimistas quanto à possibilidade de restaurar as populações de estrelas-do-mar e, consequentemente, revitalizar as florestas de algas marinhas. A recuperação dessas espécies é vital não apenas para a biodiversidade, mas também para a saúde geral do ecossistema marinho.
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