- Quase 180 países se reuniram em Genebra para discutir um tratado global contra a poluição plástica.
- O encontro ocorre até 14 de agosto e visa enfrentar uma crise ambiental que afeta ecossistemas e saúde humana.
- Apenas 9% dos plásticos são reciclados globalmente, e 22% do lixo plástico vai para os oceanos.
- O diplomata equatoriano Luis Vayas Valdivieso destacou a urgência da situação, enquanto a diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Inger Andersen, expressou otimismo sobre as negociações.
- A resistência de países produtores de petróleo, como Rússia e Arábia Saudita, dificulta o consenso sobre a redução da produção de plástico.
Quase 180 países se reuniram em Genebra, nesta terça-feira (5), para discutir um tratado global visando combater a poluição plástica. O encontro, que se estenderá até 14 de agosto, é considerado crucial para enfrentar uma crise ambiental que afeta ecossistemas e a saúde humana.
A poluição plástica é alarmante: apenas 9% dos plásticos são reciclados globalmente, enquanto 22% do lixo plástico escapa para os oceanos. A produção de plástico quadruplicou nos últimos 30 anos e deve dobrar até 2060, segundo dados da OCDE. Fragmentos de plástico, conhecidos como microplásticos, já foram encontrados em diversas partes do corpo humano, incluindo coração e cérebro.
O diplomata equatoriano Luis Vayas Valdivieso, que preside as negociações, enfatizou a urgência da situação, afirmando que a poluição plástica “danifica os ecossistemas” e afeta desproporcionalmente os mais vulneráveis. A diretora executiva do PNUMA, Inger Andersen, expressou otimismo sobre a possibilidade de um acordo, embora reconheça os desafios nas negociações.
Desafios e Propostas
Cientistas e ONGs alertam que a poluição plástica representa um “perigo grave” para a saúde, com um custo global estimado em 1,5 trilhão de dólares por ano. O médico Philip Landrigan destacou que as crianças são as mais afetadas por essa crise. Durante o encontro, a necessidade de reduzir a produção de plásticos foi defendida por ativistas, que argumentam que a solução deve começar por aí.
A resistência de países como Rússia e Arábia Saudita, grandes produtores de petróleo, tem dificultado o consenso sobre a limitação da produção de plástico. A pressão por um tratado eficaz continua a crescer, refletindo a urgência da situação ambiental global.
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