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Plásticos causam danos à saúde: problema grave e crescente é subestimado

Estudo revela que a produção de plásticos pode dobrar até 2040, aumentando riscos à saúde e exigindo ações globais imediatas

Um homem coleta materiais recicláveis em um aterro sanitário no Quênia. (Foto: SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
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  • Uma revisão científica publicada na Lancet alerta sobre os riscos à saúde humana relacionados ao uso de plásticos.
  • O estudo indica que a produção de plásticos aumentou 250 vezes desde mil novecentos e cinquenta e pode dobrar até dois mil e quarenta.
  • Apenas 10% do plástico é reciclado; 90% é queimado, descartado em aterros ou se acumula no meio ambiente.
  • Os impactos à saúde incluem câncer, desordens neurológicas e problemas reprodutivos, com estimativas de 32 mil mortes prematuras em dois mil e quinze entre trabalhadores da indústria de plásticos.
  • A revisão pede a regulamentação dos mais de 16 mil químicos presentes nos plásticos e recomenda um tratado global para limitar a produção.

Uma nova revisão científica publicada na Lancet destaca os riscos à saúde humana associados ao uso de plásticos, alertando para a necessidade urgente de um tratado global para limitar sua produção. O estudo revela que a exposição a esses materiais representa “riscos graves, crescentes e subestimados” em todas as fases da vida.

Os pesquisadores identificaram que a produção de plásticos aumentou 250 vezes desde 1950 e pode dobrar até 2040, se não forem tomadas medidas. A análise aponta que apenas 10% do plástico é reciclado, enquanto 90% é queimado, descartado em aterros ou se acumula no meio ambiente. Essa situação é agravada pela dificuldade de biodegradação do plástico, que pode persistir por décadas.

Os impactos à saúde são variados e incluem doenças como câncer, desordens neurológicas e problemas reprodutivos. A revisão estima que, em 2015, cerca de 32 mil mortes prematuras ocorreram entre trabalhadores da indústria de plásticos. Além disso, a poluição gerada pela produção de plásticos causou 158 mil mortes devido à emissão de material particulado, especialmente na Ásia.

Riscos dos Microplásticos

Os microplásticos, partículas diminutas que se dispersam no meio ambiente, também representam uma preocupação crescente. Estudos indicam que esses fragmentos podem entrar na corrente sanguínea e afetar órgãos vitais. Embora os efeitos exatos ainda não sejam totalmente compreendidos, há evidências de que podem causar danos ao DNA celular e contribuir para doenças inflamatórias e cardiovasculares.

A revisão também destaca a falta de regulamentação sobre os mais de 16 mil químicos presentes nos plásticos, muitos dos quais são tóxicos. Aproximadamente 75% desses compostos são considerados altamente perigosos, mas ainda carecem de supervisão adequada.

Os cientistas pedem que os países levem a sério a questão dos plásticos e adotem medidas ambiciosas. Entre as recomendações estão a limitação da produção de plásticos e a regulamentação rigorosa dos químicos associados. A urgência da situação é reforçada pela iminente negociação de um tratado global para combater a poluição plástica, marcada para ocorrer em Genebra.

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