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Furacões espaciais ameaçam GPS e podem impactar clima na Terra

Estudo revela que furacões espaciais podem afetar tecnologias como GPS, destacando a necessidade urgente de monitoramento nas regiões polares

Quando começa a 'Lua Negra' em agosto? Conheça o mistério por trás do raro fenômeno (Foto: Reprodução)
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  • Cientistas publicaram um estudo na revista Space Weather sobre os impactos dos furacões espaciais, fenômenos que ocorrem próximos aos polos magnéticos da Terra.
  • A pesquisa analisou uma tempestade de plasma registrada em agosto de 2014 no Hemisfério Norte, quando as condições eram favoráveis para a formação desses ciclones.
  • Dados geomagnéticos coletados na Groenlândia foram utilizados para entender como essas tempestades afetam tecnologias como GPS.
  • O evento de 2014 gerou uma mancha auroral de mais de 1.000 quilômetros de diâmetro, demonstrando que furacões espaciais podem causar instabilidades que interferem em sinais de satélites.
  • O estudo destaca a importância de monitorar essas tempestades, especialmente devido à crescente atividade humana nas regiões polares.

Cientistas publicaram um estudo na revista *Space Weather* que analisa os impactos dos furacões espaciais, fenômenos raros que ocorrem próximos aos polos magnéticos da Terra. A pesquisa foca em uma tempestade de plasma registrada em agosto de 2014, no Hemisfério Norte, quando as condições eram favoráveis para a formação desses ciclones.

Os pesquisadores utilizaram dados geomagnéticos coletados em estações na Groenlândia para entender como essas tempestades podem afetar tecnologias como GPS. O evento de 2014, que apresentou uma mancha auroral de mais de 1.000 km de diâmetro, demonstrou que furacões espaciais podem gerar instabilidades que interferem em sinais de satélites. O fenômeno, que ocorre em média 10 vezes por ano, é mais frequente durante o dia, o que dificulta sua observação a olho nu.

Monitoramento Necessário

Embora os furacões espaciais sejam mais comuns em períodos de baixa pressão do vento solar, seus efeitos no clima espacial podem ser significativos. O estudo ressalta a importância de monitorar essas tempestades, especialmente com o aumento da atividade humana nas regiões polares. Os autores afirmam que, apesar de se basearem em um único evento, as descobertas oferecem uma visão valiosa sobre os potenciais impactos desses fenômenos.

Nos últimos dez anos, foram registrados 329 furacões espaciais no Hemisfério Norte e 259 no Hemisfério Sul. Os pesquisadores planejam novas investigações para expandir o banco de dados e aprofundar a compreensão das implicações dessas tempestades para as tecnologias e o clima terrestre.

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