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Satélite detecta variações de até 1 cm na superfície terrestre e no gelo

Satélite Nisar, da Nasa e Isro, promete monitorar desastres naturais e mudanças climáticas com precisão milimétrica, impactando a pesquisa global

Ilustração do satélite da missão Nisar orbitando a Terra sobre a região da Antártida (Foto: Nasa/JPL-Caltech /via The New York Times)
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  • O satélite Nasa-Isro Synthetic Aperture Radar (Nisar) foi lançado recentemente pela Nasa e pela Isro.
  • O Nisar pode medir deslocamentos de terra e gelo com precisão de até um centímetro.
  • A missão visa monitorar desastres naturais, vegetação e mudanças climáticas em escala global.
  • O satélite opera em qualquer condição climática e pode coletar dados tanto de dia quanto de noite.
  • A missão principal está programada para durar três anos, com a possibilidade de extensão.

Um novo satélite, resultado da colaboração entre a Nasa e a Isro, foi lançado recentemente e promete revolucionar o monitoramento da Terra. Conhecido como Nasa-Isro Synthetic Aperture Radar (Nisar), o equipamento é capaz de medir deslocamentos de terra e gelo com precisão de até um centímetro. A missão, que levou mais de uma década para ser desenvolvida, visa monitorar desastres naturais, vegetação e mudanças climáticas em escala global.

Os sinais de radar do Nisar são eficazes em atravessar nuvens, permitindo observações em qualquer condição climática. Paul Siqueira, professor da Universidade de Massachusetts, destacou que o satélite pode operar tanto de dia quanto de noite, oferecendo dados cruciais para prever desastres naturais, como erupções vulcânicas e deslizamentos de terra. Além disso, as medições das camadas de gelo ajudarão a identificar áreas em derretimento e aquelas que estão crescendo.

A missão principal do Nisar está programada para durar três anos, com a possibilidade de extensão, dependendo do funcionamento da nave. Durante os primeiros 90 dias, a equipe se concentrará na implantação do satélite, incluindo a extensão de um refletor de antena de nove metros. O Nisar será capaz de realizar medições em toda a Antártida, uma área que é difícil de monitorar por equipes terrestres.

Os dados coletados pelo Nisar serão fundamentais para modelar o impacto das mudanças climáticas no nível do mar, segundo Eric Rignot, glaciologista da Nasa. O satélite também permitirá o rastreamento do crescimento das plantações, utilizando diferentes comprimentos de onda para obter detalhes variados sobre a vegetação. A missão, que custou cerca de US$ 1,2 bilhão para a Nasa e valores semelhantes para a Isro, representa um avanço significativo na tecnologia de radar de abertura sintética, que tem sido utilizada no espaço por décadas.

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