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África revela diversidade cultural e artística além de um único bloco

MACAAL reabre com "Siete contornos", desafiando estereótipos do arte africano e promovendo vozes locais em uma narrativa crítica e fragmentada

Meriem Berrada, diretora artística do Museu de Arte Contemporânea Africano Al Maaden, em uma das salas do centro artístico situado em Marrakech. (Foto: Ayoub El Bardii)
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  • O Museu de Arte Contemporânea Africano Al Maaden (MACAAL) reabriu em fevereiro de 2025 com a exposição “Siete contornos”.
  • A mostra apresenta 150 obras da coleção privada da família Lazraq e busca descolonizar a narrativa do arte africano.
  • A diretora artística do MACAAL, Meriem Berrada, afirma que a descolonização envolve revisar narrativas e representações do arte africano.
  • A exposição é dividida em sete salas, abordando temas como descolonizar, conviver e transcrever, desafiando estereótipos sobre a arte contemporânea na África.
  • O fundador do museu, Othman Lazraq, destaca que o futuro do arte africano é vanguardista e em crescimento.

O Museu de Arte Contemporânea Africano Al Maaden (MACAAL), em Marrakech, reabriu suas portas em fevereiro de 2025 com a exposição “Siete contornos”, que apresenta 150 obras da coleção privada da família Lazraq. A proposta curatorial visa descolonizar a narrativa do arte africano, promovendo uma visão crítica e fragmentada.

A diretora artística do MACAAL, Meriem Berrada, destaca que o objetivo do museu é criar um “linguagem própria” que reflita as vozes locais e suas contradições. Para ela, descolonizar o museu é um processo contínuo que envolve não apenas o conteúdo das exposições, mas também a gestão e a relação com as comunidades. Berrada afirma que “a descolonização não pode ficar no simbólico”, exigindo uma revisão das narrativas e representações do arte africano.

A exposição “Siete contornos” é composta por sete salas que abordam verbos como descolonizar, conviver e transcrever, desafiando estereótipos sobre a produção artística contemporânea na África. O fundador do museu, Othman Lazraq, ressalta que o futuro do arte africano é “abertamente vanguardista”, com um ecossistema em crescimento que transforma a narrativa do continente.

Temáticas da Exposição

A sala Descolonizar destaca obras que questionam legados coloniais, como a fotografia de Sammy Baloji, que reflete sobre a relação entre a Bélgica e a República Democrática do Congo. Na sala Convivir, artistas como Billie Zangewa exploram as transformações urbanas e ecológicas resultantes de crises contemporâneas.

A instalação “Dans les bras de la terre”, da arquiteta Salima Naji, homenageia as aldeias amazigh do Alto Atlas e critica o uso excessivo de concreto. Berrada enfatiza que o MACAAL busca conectar histórias culturais com o arte moderno, promovendo uma experiência que desafia o público a refletir sobre a complexidade da África.

A exposição não se limita a uma narrativa linear, mas propõe um mapa conceitual que convida os visitantes a pensar sobre a África a partir de suas próprias referências. Com essa abordagem, o MACAAL se posiciona como uma plataforma para visibilizar narrativas historicamente silenciadas e como um espaço de experimentação estética e política.

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