- Arqueólogos redescobriram Sak-Bahlán, a última fortaleza rebelde maia, na Reserva da Biosfera Montes Azules, no México.
- O local foi um símbolo de resistência indígena contra a colonização espanhola, durando quase 110 anos após a queda de Lakam-Tun em mil quinhentos e oitenta e seis.
- A descoberta foi anunciada pelo Projeto Arqueológico Sak-Bahlán, co-dirigido por Brent Woodfill, da Universidade Winthrop, e Yuko Shiratori, da Universidade Rissho.
- A localização foi confirmada por Josuhé Lozada Toledo, especialista do Centro INAH Chiapas, que utilizou tecnologia de Sistema de Informação Geográfica (GIS) e documentos históricos.
- A equipe encontrou evidências arqueológicas na confluência dos rios Jataté e Ixcán, próximo à fronteira entre México e Guatemala.
Arqueólogos redescobriram Sak-Bahlán, a última fortaleza rebelde maia, na Reserva da Biosfera Montes Azules, no México. Este local, conhecido como “Terra do Jaguar Branco”, foi um símbolo de resistência indígena contra a colonização espanhola, resistindo por quase 110 anos após a queda de Lakam-Tun em 1586.
A descoberta foi anunciada pelo Projeto Arqueológico Sak-Bahlán, co-dirigido por Dr. Brent Woodfill da Universidade Winthrop e Dr. Yuko Shiratori da Universidade Rissho. A localização foi confirmada por Josuhé Lozada Toledo, especialista do Centro INAH Chiapas, que utilizou tecnologia GIS e documentos históricos para identificar o local exato.
Sak-Bahlán serviu como refúgio para o povo Lakandon-Ch’ol após a captura de sua capital. Em 1695, uma expedição liderada pelo frade Pedro de la Concepción revelou sua localização, resultando em sua invasão e subsequente renomeação para Nuestra Señora de Dolores. O local caiu em desuso e obscuridade até ser redescoberto.
Lozada Toledo combinou dados históricos e considerações práticas, como a carga que uma pessoa poderia carregar em terreno difícil, para determinar a área de busca. A equipe encontrou evidências arqueológicas na confluência dos rios Jataté e Ixcán, próximo à atual fronteira entre México e Guatemala. O arqueólogo descreveu a expedição como a mais desafiadora de sua vida, mas a recompensa foi a confirmação de que estavam no local correto.
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