- A Argentina confirmou a nova variante XFG do coronavírus, uma cepa ômicron que representa 3,37% das amostras analisadas entre março e julho.
- A variante, também chamada de “Frankenstein”, combina características de duas sublinhagens ômicron.
- Especialistas consideram seu impacto na saúde pública baixo, apesar de estar associada a sintomas como dor de garganta e fraqueza extrema.
- A variante XFG já foi identificada em 38 países e não há registros de casos hospitalizados relacionados a ela.
- As autoridades de saúde recomendam vacinação regular, especialmente para grupos de risco, e enfatizam a importância de manter medidas preventivas.
A Argentina confirmou a detecção da nova variante XFG do coronavírus, uma cepa ômicron que representa 3,37% das amostras analisadas entre março e julho. O Boletim Epidemiológico Nacional (BEN) revelou que a variante, também chamada de “Frankenstein”, combina características de duas sublinhagens ômicron. Apesar de sua identificação, especialistas afirmam que seu impacto na saúde pública é considerado baixo.
Os primeiros casos da variante XFG foram registrados após sua chegada ao Brasil no mês passado. Embora esteja associada a sintomas como dor de garganta e fraqueza extrema, não há evidências de que cause doenças mais graves do que outras variantes. A infectologista Elena Obieta destacou que a nova cepa não parece ser mais contagiosa ou letal.
Sintomas e Vigilância
Os sintomas comuns da Covid-19, como febre e tosse, permanecem, mas a XFG pode incluir perda auditiva, irritação e erupções cutâneas. A chefe do Departamento de Epidemiologia do Hospital Infantil Ricardo Gutiérrez, Angela Gentile, observou que a dor de garganta é um sintoma inicial frequentemente relatado. Até o momento, não foram registrados casos hospitalizados relacionados a essa variante.
A variante XFG já foi identificada em 38 países até junho, com um aumento significativo em sua prevalência global. Especialistas argentinos, como Pablo Bonvehí, ressaltam a importância da vacinação, especialmente para grupos de risco, como idosos e imunossuprimidos. As vacinas disponíveis no país incluem opções de RNA mensageiro e uma vacina de proteína recombinante desenvolvida localmente.
Importância da Vacinação
As autoridades de saúde recomendam que pessoas com 50 anos ou mais, gestantes e imunossuprimidos recebam uma dose de reforço a cada seis meses. Para aqueles com menos de 50 anos, a recomendação é uma dose anual. A vacinação continua sendo uma estratégia crucial na luta contra a Covid-19, especialmente com o surgimento de novas variantes.
O monitoramento da variante XFG será intensificado, e as autoridades enfatizam a necessidade de manter medidas preventivas básicas. A circulação da Covid-19 na Argentina está atualmente baixa, com apenas oito casos positivos registrados na última semana epidemiológica. A vigilância contínua e a vacinação são essenciais para garantir a saúde pública diante das novas cepas do vírus.
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