- O Simpósio de Vinhos Mediterrâneos ocorreu em março na bodega de Empordà Perelada.
- O evento abordou a adaptação das vinícolas locais às mudanças climáticas.
- Especialistas discutiram a importância de variedades autóctones e novas técnicas de vinificação.
- A professora Nathalie Ollat destacou a escolha de variedades locais mais resistentes ao clima.
- O Master of Wine Gabriele Gorelli mencionou a expressão “calidez refrescante” para descrever os vinhos da região.
O Simposio de Vinos Mediterráneos, realizado em março na bodega de Empordà Perelada, destacou a adaptação das vinícolas da região às mudanças climáticas. Especialistas e produtores discutiram a importância de variedades autóctones e novas técnicas de vinificação para manter a frescura e a expressão dos vinhos.
Historicamente, o Mediterrâneo foi um centro de viticultura, com a produção de vinhos que remonta a civilizações antigas. No entanto, a região enfrenta desafios significativos, pois se aquece duas vezes mais rápido que a média global. A professora Nathalie Ollat, do Instituto Nacional de Pesquisa Agrária da França, apontou que há oportunidades para adaptação, como a escolha de variedades locais mais resistentes ao clima.
Durante o evento, o Master of Wine Gabriele Gorelli mencionou a expressão “calidez refrescante” para descrever a dualidade sensorial dos vinhos mediterrâneos. Essa abordagem reflete a evolução das regiões vinícolas, onde variedades locais, como a garnacha e a cariñena, estão sendo priorizadas. Essas uvas, que amadurecem lentamente, oferecem uma acidez equilibrada e menos taninos.
Além disso, a recuperação de castas como a mandó e a arcos no Levante está permitindo a produção de tintos mais frescos. Em Ibiza, novas variedades locais estão sendo exploradas, prometendo um sabor único para os turistas nos próximos anos. A tendência é semelhante em países como Itália e Grécia, que preservaram melhor seu material vegetal e agora se orgulham de suas tradições vinícolas.
Os vinhos mediterrâneos estão se destacando por suas características especiadas e herbais, refletindo a frescura da região. A fermentação com uso inteligente de peles e a escolha de recipientes adequados, como madeira de maior tamanho e ânforas, são práticas que ajudam a preservar a expressão da fruta. O futuro da viticultura no Mediterrâneo parece promissor, com um foco renovado em suas raízes e autenticidade.
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