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Guerra na Ucrânia deixa marcas profundas em sobreviventes com lesões faciais

Avanços na cirurgia maxilofacial oferecem esperança a feridos na Ucrânia, enquanto desafios emocionais e físicos persistem na recuperação

Nelya Leonidova, que voltava de uma granja de frangos para distribuir alimentos aos moradores locais quando aviões de guerra russos bombardearam a estrada, em Kolomyya, Ucrânia (Foto: Laetitia Vancon/The New York Times)
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  • A guerra na Ucrânia, iniciada em 2022, resultou em milhares de feridos com lesões faciais graves.
  • Avanços na cirurgia maxilofacial, como a impressão 3D, têm sido essenciais para a recuperação dos pacientes.
  • Cirurgiões, como Andrii Kopchak, destacam a gravidade de perder o rosto e a importância de implantes personalizados.
  • Pacientes enfrentam desafios emocionais e físicos, com relatos de dificuldades na reintegração social e apoio familiar fundamental.
  • Novas terapias, como a utilização de células-tronco, oferecem esperança para melhorar a qualidade de vida dos feridos.

Após mais de três anos de conflito na Ucrânia, milhares de pessoas enfrentam traumas físicos e emocionais devido a lesões faciais graves. Desde a invasão russa em 2022, os avanços na cirurgia maxilofacial, como a impressão 3D, têm sido cruciais para a recuperação dos feridos. Pacientes relatam desafios emocionais profundos, além das dificuldades físicas, que afetam a alimentação, a fala e a identidade.

Os cirurgiões ucranianos, como Andrii Kopchak, chefe do Departamento de Cirurgia Maxilofacial da Universidade Nacional de Medicina Bogomolets, destacam que perder o rosto é uma experiência devastadora. A tecnologia de impressão 3D permite a criação de implantes personalizados, facilitando a reconstrução de mandíbulas e órbitas oculares. Volodymyr Melnyk, um soldado ferido em combate, passou por mais de 50 cirurgias e expressa um desejo intenso de retornar ao serviço na linha de frente.

Desafios da Recuperação

Artur Tkachenko, que sobreviveu a um ataque aéreo que matou seus pais, também enfrenta a dura realidade de não se reconhecer no espelho após a cirurgia. Ele sofreu danos severos no crânio e na face, e os médicos estão preparando uma nova operação para corrigir complicações. Nelya Leonidova, outra sobrevivente, busca ajudar outros feridos e planeja abrir um centro de apoio psicológico, após passar por diversas cirurgias.

A luta pela recuperação é intensa, e muitos pacientes, como Bohdan Poplavskyi, enfrentam o isolamento e a dificuldade de se reintegrar à sociedade. O impacto psicológico das lesões faciais é profundo, com relatos de casamentos desmoronando e famílias se fragmentando. A colaboração internacional tem sido vital, com médicos de diferentes países compartilhando conhecimentos e técnicas.

Avanços e Esperança

Os avanços na medicina, como o uso de terapia com células-tronco, oferecem esperança para melhorar a qualidade de vida dos feridos. Apesar das dificuldades, muitos pacientes mantêm a determinação e o apoio de suas famílias, que se tornam fundamentais na jornada de recuperação. A resiliência diante da adversidade é uma constante entre aqueles que lutam para reconstruir suas vidas após a guerra.

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