- Cerca de trinta mil baleias passam pelo litoral brasileiro anualmente; em 2024, cerca de 2,5 mil avistamentos ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia, com 196 filhotes.
- O turismo de observação, conhecido como whale watching, movimenta a economia mundial em mais de US$ 2 bilhões, com a temporada de migração de julho a outubro aquecendo municípios litorâneos fora do verão.
- Na Bahia, a Praia do Forte é um dos principais pontos de movimento, com faturamento direto de R$ 4,5 milhões no ano passado e impacto indireto de R$ 9 milhões; no Espírito Santo, o turismo de observação movimentou cerca de R$ 2,5 milhões.
- Santa Catarina concentra baleias-franca na Rota da Baleia Franca, com Garopaba e Imbituba como pontos principais; o melhor período é entre a segunda quinzena de agosto e a primeira de outubro, e é possível observar da costa sem embarcar.
- Os preços variam:jubarte na Bahia de R$ 270 a R$ 400; Sudeste entre R$ 250 e R$ 500; Santa Catarina entre R$ 160 e R$ 380; é enfatizada a prática responsável e as regras de avistamento (distância mínima de 100 metros e tempo de observação de cerca de 30 minutos).
Ainda não há carruagens de luxo, mas baleias ocupam as manchetes do turismo náutico brasileiro. A observação de baleias, conhecida como whale watching, movimenta bilhões de dólares globalmente e ganha destaque no litoral brasileiro durante a temporada de migração, de julho a outubro.
No Brasil, cerca de 30 mil baleias passam pelo litoral anualmente. Em 2024, o Projeto Baleia Jubarte registrou avistamentos em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia, com 2,5 mil animais avistados, incluindo 196 filhotes. Empresas de turismo organizam passeios para observar os mamíferos em diferentes praias.
A Bahia concentra um dos principais pontos de saída para observação, especialmente em Praia do Forte, impulsionando a economia local fora da alta temporada. Em Vitória, no Espírito Santo, saídas de barco também são frequentes, com parcerias de pesquisa mantidas pelo Projeto Baleia Jubarte.
Economia aquecida fora do verão
Na Bahia, o faturamento direto das operadoras de turismo atingiu cerca de R$ 4,5 milhões em 2023, com impactos indiretos estimados em R$ 9 milhões, somando impostos e serviços ligados ao turismo de observação. O movimento nesse período ajuda a manter equipes, barcos e atividades náuticas ativas.
No Espírito Santo, o turismo de observação movimentou aproximadamente R$ 2,5 milhões no ano anterior, contando hospedagem, alimentação e serviços de embarcação. Em Vitória, a temporada inicial já registrou centenas de passeios, com a expectativa de alcançar 800 mil visitantes ao longo da temporada completa.
Em Ilhabela, São Sebastião e outras cidades de São Paulo, o segmento migratório ganhou espaço. Empresas locais relatam aumento no fluxo de turistas, com impacto positivo em hotéis, restaurantes e atividades de guias. Ilhabela passou a ser conhecida como Cidade Amiga das Baleias.
Observação de baleias-franca em Santa Catarina
Santa Catarina tornou-se polo de observação de baleias-franca, que chegam do Atlântico Sul para reprodução. O melhor período vai de agosto a outubro, com Garopaba e Imbituba entre os principais pontos da Rota da Baleia Franca. Diferentemente das jubartes, a visualização pode ocorrer da beira da praia ou de mirantes naturais.
As baleias-franca, maiores e mais pesadas, podem chegar a 17 metros e 90 toneladas. Dados do Instituto Australis indicam previsão de ampliar o fluxo de visitantes, com expectativa de cerca de 800 mil turistas nos próximos meses.
Preços e formatos de passeios
Os valores variam conforme o local e o tipo de passeio. Em Praia do Forte, Bahia, pacotes variam de R$ 270 a R$ 400 por pessoa, com duração de 4 a 5 horas. Em Salvador e cidades do litoral baiano, a partir de R$ 350.
No Sudeste, pacotes em Ilhabela e São Sebastião vão de R$ 250 a R$ 350, com opções adicionais em Vitória e Guarapari chegando a R$ 500. Em Santa Catarina, passeios para observar baleias-franca ficam entre R$ 160 e R$ 380, dependendo do pacote.
Recomendações para a observação
O Ministério do Turismo orienta sobre boas práticas para operadores e visitantes. Embarcações devem possuir selo de Embarcação Responsável do Projeto Baleia Jubarte ou reconhecimento ambiental. O avistamento exige distância mínima de 100 metros e tempo de observação em torno de 30 minutos para reduzir impactos nos animais.
Quem passeia deve manter comportamento tranquilo, evitar ruídos altos e não alimentar os animais. Beber água, câmbio de velas e movimentos bruscos devem ser evitados, especialmente perto de filhotes. Os operadores precisam orientar passageiros sobre regras de avistamento antes e durante o passeio.
Nível técnico de navegação também entra em pauta: barcos devem permanecer com motor em neutro ao atingir a distância permitida, e o fluxo de embarcações próximas a um grupo de baleias precisa respeitar limites regulamentares. A educação ambiental é parte essencial do roteiro, com ênfase na conservação.
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