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Cientistas buscam acabar com vacinas de agulha

Cientistas do King’s College de Londres desenvolvem vacina sem agulhas. Estudo mostra eficácia similar a vacinas tradicionais.

Fotografia de uma mão joga duas seringas na lixeira.
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  • Cientistas do King’s College de Londres desenvolveram uma nova forma de vacinação sem agulhas, aplicando um creme imunizante na pele esticada.
  • Testes com camundongos mostraram que essa técnica pode ser tão eficaz quanto as vacinas tradicionais, sem os riscos de reações alérgicas a adjuvantes.
  • O segredo está em esticar a pele antes do contato com a vacina, o que pode ativar receptores que aumentam as defesas imunológicas.
  • A pesquisa, publicada no periódico Cell Reports, é pioneira no estudo dessa possível estratégia de imunização.
  • Muitos outros estudos e testes são necessários para validar a ideia, incluindo avaliações em humanos.

Fim das agulhas? Cientistas desenvolvem vacina sem agulhas

Cientistas do King’s College de Londres estão desenvolvendo uma nova forma de aplicação de vacinas sem agulhas. A técnica envolve a aplicação de um creme imunizante na pele esticada. Testes com camundongos mostraram que essa técnica pode ser tão eficaz quanto as vacinas tradicionais, sem os riscos de reações alérgicas a adjuvantes.

Aplicação da vacina

O segredo está em esticar a pele antes do contato com a vacina. Um estudo conduzido pelo professor de medicina farmacêutica Stuart Jones descobriu que esticar a pele pode ativar receptores que aumentam as defesas imunológicas. A pesquisa usou amostras de pele de ratos e humanos para testar essa hipótese.

Resultados dos testes

Nos testes com camundongos, os pesquisadores descobriram que o aumento de células do sistema imune na área esticada pode possibilitar a troca de uma vacina injetada com agulha pela aplicação de um creme com a mesma dose de imunizante na região, sem prejuízo para a resposta imunológica. A pesquisa, publicada no periódico Cell Reports, é pioneira no estudo dessa possível estratégia de imunização.

Próximos passos

Muitos outros estudos e testes são necessários para validar a ideia. Estudos futuros devem avaliar a técnica em humanos. Se a estratégia se mostrar promissora, pode-se imaginar a autoaplicação caseira de vacinas, mesmo para quem não tem nada a ver com a área da saúde.

Possíveis impactos

Se a técnica for validada, pode-se dizer adeus às injeções dolorosas. Tudo o que seria necessário é um dispositivo de sucção para esticar a pele. Essa inovação pode tornar a vacinação mais acessível e menos traumática para muitas pessoas.

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