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Aves urbanas adaptam hábitos para viver em cidades

Poluição sonora e luminosa altera horários de canto de aves urbanas.

(Aleksei Gorovoi/Getty Images)
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  • Estudos recentes mostram que pássaros em várias cidades brasileiras se adaptam de maneiras distintas às condições urbanas.
  • Em São Paulo e Rio de Janeiro, o sabiá-laranjeira canta antes do amanhecer para evitar o ruído urbano. A luz artificial pode prolongar o canto dos pássaros.
  • Em Bogotá, a poluição sonora afeta mais o horário do canto dos tico-ticos do que a luz artificial.
  • Em Belo Horizonte, diferentes espécies de aves são atraídas por áreas urbanas com características distintas, como arborização e presença de prédios altos.
  • Áreas arborizadas e silenciosas, como parques e ruas residenciais, têm mais espécies de menor porte com ninhadas maiores. Pássaros que se alimentam de néctar são mais comuns devido à maior presença de flores. A biodiversidade é maior, com mais representantes da fauna nativa.
  • Locais com prédios altos e maior circulação de pessoas têm menos biodiversidade e mais espécies de grande porte, como pombas. Essas áreas são propícias a animais generalistas, de hábitos flexíveis. As aves nesses locais tendem a fazer ninhos em árvores e explorar menos o nível do solo. A população de espécies nativas é menor em relação à de não nativas.
  • Muitas espécies de pássaros frequentam e habitam cidades brasileiras, como São Paulo, que lista 523 variedades. A vida urbana oferece muito alimento, compensando perigos como predadores e colisões com vidros.
  • O sabiá-barranco tem construído muitos ninhos em prédios, possivelmente por vantagens como proteção da chuva e do vento, maior durabilidade e temperatura mais estável.
  • Os pardais, que gostam de fazer ninhos em vãos de telhados tradicionais, podem estar enfrentando uma crise populacional devido à falta de locais adequados para nidificação em construções modernas. Mudanças no modelo de semáforos e na agricultura também podem estar contribuindo para o declínio.

Adaptações Urbanas: Aves Reagem Diferentes às Cidades

Estudos recentes revelam que pássaros em várias cidades brasileiras estão se adaptando de maneiras distintas às condições urbanas. Em São Paulo e Rio de Janeiro, o sabiá-laranjeira canta antes do amanhecer para driblar o ruído urbano. Pesquisas indicam que a luz artificial pode prolongar o canto dos pássaros.

Poluição Sonora e Luminosa: Impactos Distintos

Em Bogotá, a poluição sonora afeta mais o horário do canto dos tico-ticos do que a luz artificial. Já em Belo Horizonte, diferentes espécies de aves são atraídas por áreas urbanas com características distintas, como arborização e presença de prédios altos.

Características Urbanas Selecionam Espécies

#### Arborização e Silêncio

Em áreas arborizadas e silenciosas, como parques e ruas residenciais, predominam espécies de menor porte com ninhadas maiores. Pássaros que se alimentam de néctar são mais comuns devido à maior presença de flores. A biodiversidade é maior, com mais representantes da fauna nativa.

#### Prédios Altos e Alta Circulação

Locais com prédios altos e maior circulação de pessoas têm menos biodiversidade e mais espécies de grande porte, como pombas. Essas áreas são propícias a animais generalistas, de hábitos flexíveis. As aves nesses locais tendem a fazer ninhos em árvores e explorar menos o nível do solo. A população de espécies nativas é menor em relação à de não nativas.

Vida Urbana: Prós e Contras

Muitas espécies de pássaros frequentam e habitam cidades brasileiras, como São Paulo, que lista 523 variedades. A vida urbana oferece muito alimento, compensando perigos como predadores e colisões com vidros. No entanto, nem todas as espécies se adaptam bem ao burburinho urbano.

#### Sabiá-Barranco: Vantagens Urbanas

O sabiá-barranco tem construído muitos ninhos em prédios, possivelmente por vantagens como proteção da chuva e do vento, maior durabilidade e temperatura mais estável.

#### Crise dos Pardais

Os pardais, que gostam de fazer ninhos em vãos de telhados tradicionais, podem estar enfrentando uma crise populacional devido à falta de locais adequados para nidificação em construções modernas. Mudanças no modelo de semáforos e na agricultura também podem estar contribuindo para o declínio.

Conclusões

As cidades funcionam como laboratórios de seleção natural, onde algumas espécies prosperam enquanto outras enfrentam desafios. A forma como construímos nossas cidades pode favorecer ou prejudicar determinadas espécies de aves.

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